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Prefeitura de São Luís abre mais um ponto de vacinação contra Covid-19 nesta quinta (8)

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Começa a funcionar, a partir desta quinta-feira (8), às 8h, mais um ponto de vacinação contra a Covid-19 instalado pela Prefeitura de São Luís. O novo local de imunização foi instalado no Centro de Convenções da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), no Bacanga, mesmo campus universitário em que já funciona um drive-thru de vacinação mantido pelo Município.

A partir desta quinta, a população de São Luís vai poder contar com um novo ponto de vacinação contra a Covid. Trata-se de um local de estrutura moderna, montado no Centro de Convenções da UFMA e com capacidade para vacinar, diariamente, até 2.500 pessoas”, destacou o prefeito Eduardo Braide, durante visita ao espaço no final da tarde desta quarta-feira (7).

Ainda de acordo com o prefeito de São Luís, a instalação do novo ponto vai servir para agilizar a vacinação contra o novo coronavírus na capital. “Esse novo ponto vai permitir que a gente acelere a vacinação em nosso município, sempre na medida em que novas doses de vacina forem chegando”, destacou.

Neste primeiro dia de funcionamento do Centro de Convenções como ponto de imunização, podem vacinar idosos com 66 anos, conforme calendário já divulgado pela Prefeitura de São Luís. Exclusivamente, o novo ponto também é alternativa para os idosos de 65 anos, que vacinarão no sábado (10) e domingo (11).

Com o novo ponto de vacinação instalado no Centro de Convenções na UFMA, São Luís passa a contar com quatro locais de imunização, somado aos que já existem, são eles: Centro Municipal de Vacinação, localizado no Multicenter Sebrae, no Cohafuma; drive-thru da UFMA e drive-thru do Espaço Reserva, localizado ao lado do Shopping da Ilha, no Maranhão Novo. Todos funcionam entre 8h e 18h.

Para vacinar, o idoso precisa estar cadastrado na plataforma Vacina São Luís no site da prefeitura. Além disso, deve levar, no dia da vacinação, documento oficial com foto e comprovante de residência.

PF realiza nova ação contra desvios na Saúde de SLZ na pandemia

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 08/04/2021, em São Luís, a Operação Tempo Real, com a finalidade de desarticular associação criminosa formada por ex-servidores públicos e representantes de empresa, investigados por fraude e superfaturamento na aquisição de equipamentos destinados ao combate à pandemia da COVID- 19 no município de São Luís.

A investigação tem por objeto processo de licitação celebrado no mês de abril de 2020 pela Secretaria Municipal de Saúde de São Luís/MA, destinado à aquisição de 20.000 máscaras FPP2, no valor total de R$ 718 mil (saiba mais). Destaque-se que os fatos investigados não dizem respeito à atual gestão da Secretaria.

Os elementos colhidos durante a investigação revelaram que funcionários da antiga gestão da Secretaria de Saúde, em conluio com empresários, fraudaram o contrato, montando o processo de contratação e elevando arbitrariamente os preços.

A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de constrição patrimonial. Além disso, os investigados também foram alvos de Medidas Cautelares Diversas da Prisão consistentes na proibição de contratação com o Poder Público, proibição de acesso à Secretaria Municipal de Saúde e proibição de manter contato uns com os outros.

Ao todo, 20 policiais federais cumpriram as determinações judiciais expedidas pela 1ª Vara Federal de São Luís/MA, que decorreram de representação elaborada pela Polícia Federal.

Se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder por fraude à licitação (Art. 90 da Lei 8.666/93), superfaturamento (Art. 96, I da Lei 8.666/93) e associação criminosa (Art. 288, Código Penal).

A operação foi denominada “Tempo Real”, em referência à expressão utilizada por um dos investigados em depoimento, ocasião em que afirmou que o líder da organização criminosa tinha informação em TEMPO REAL de todas as aquisições fraudadas pela antiga gestão da Secretaria Municipal de Saúde e pelos fornecedores.

PREFEITO DE ITAPECURU-MIRIM ACABA COM A FARRA DAS LICITAÇÕES DO VICE

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Com o afastamento do prefeito Benedito Coroba (PSB), hospitalizado com Covid-19, o vice Mauricio Santos (PROS), passou a ocupar temporariamente a cadeira de prefeito da cidade de Itapecuru-Mirim, fazendo à festa na prefeitura.

Mauricio pulou e escramuçou, promovendo licitações supostamente fraudulentas, direcionando para os seus pares, pedindo cotas e documentações de veículos, exigindo documentações que podem restringir as participações de pequenas e micros empresas na concorrência legal.

https://felipeansaloni.jusbrasil.com.br/artigos/531469436/da-vedacao-as-exigencias-que-onerem-os-licitantes?utm_medium=social&utm_campaign=link_share&utm_source=WhatsApp

Mas com a volta de Coroba, que é promotor de justiça e sempre lutou pela legalidade, cancelou tais licitações para realizar licitações justas e que todas as empresas possam participar, concorrendo de igual para igual.

‘Não vai ter lockdown nacional’, reforça Bolsonaro, destacando que Forças Armadas não apoiarão prefeitos e governadores

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) descartou nessa quarta-feira 7 a adoção de um lockdown de caráter nacional para prevenir o contágio pelo novo coronavírus. “Seria muito mais fácil atender e fazer, como alguns querem, da minha parte – porque eu posso – um lockdown nacional.

Não vai ter lockdown nacional”, disse, em discurso em Chapecó, na região oeste de Santa Catarina. Bolsonaro também descartou qualquer apoio das Forças Armadas a prefeitos e governadores que queiram adotar medidas de isolamento contra a Covid-19.

“O nosso Exército brasileiro não vai à rua para manter o povo dentro de casa.” Bolsonaro visitou o centro avançado de atendimento para casos de Covid-19 na cidade catarinense, onde reiterou ser contra a imposição de restrição de uso a remédios como a hidroxicloroquina, apesar de não mencionar o nome do medicamento, e defendeu o uso off label – ou seja, fora do previsto na bula.

“Eu fui acometido de Covid. Procurei não me apavorar. Tomei o medicamento que todo mundo sabe qual foi. No dia seguinte, estava bom. Muitos fizeram isso”, afirmou o presidente. “Agora, não podemos admitir impor limite ao médico.

Se o médico não quer receitar aquele medicamento, não receite. Se outro cidadão qualquer acha que aquele medicamento não tá certo porque não tem comprovação científica, que não use. Liberdade dele”, continuou.

Para justificar esse uso não previsto de remédios, Bolsonaro citou como exemplo o caso de soldados na Guerra do Pacífico que receberam água de côco nas veias. “Olha a questão do off label, fora da bula, é um direito [do paciente] e um dever do médico (…) Como na guerra do Pacífico.

O soldado chegava ferido e não tinha sangue para transfusão. Começou-se ali a injetar água de coco na veia do ferido. E deu certo. É uma realidade ou não é?” Os relatos, no entanto, indicam que a água de côco foi usada em substituição ao soro na hidratação de soldados e não em substituição ao sangue, como afirmou Bolsonaro.

Bolsonaro também afirmou que se considera o único líder mundial que continua “apanhando isoladamente” por conta das medidas que defende contra a pandemia. “O mais fácil é ficar do lado da massa, da grande maioria.

Se evita problemas, não é acusado de genocida, não sofre ataques por parte de gente que pensa diferente”, afirmou. “O nosso inimigo é o vírus, não é o presidente, a governadora ou o prefeito. E dá para sairmos dessa.”

‘Exemplo para outros municípios’ Bolsonaro também defendeu que a cidade de Chapecó seja estudada e sirva de exemplo para outras cidades do país na forma de combater o novo coronavírus.

“Quero que Chapecó seja uma cidade para ser olhada pelos demais 5700 prefeitos do Brasil – se bem que tem prefeito que está na linha do João Rodrigues”, afirmou.

“Mas quando se fala em vida, qualquer esforço para nós é válido. Temos que estudar Chapecó. Qualquer medida é válida. Temos que ver as medidas tomadas pelo prefeito, pela governadora”, completou.

Edésio Cavalcanti acompanha entrega de peixes na Semana Santa em Turiaçu

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Na última quinta (01), a Prefeitura Municipal de Turiaçu organizou, de ordem do Prefeito Edésio Cavalcanti, através das Secretarias municipais da Mulher e de Assistência social e do Grupo das Destemidas, uma ação social que consistiu em distribuir peixes pela sede e por diferentes povoados do município, com objetivo de levar comida à população carente no período da Semana Santa.

De acordo com informações passadas pela SEMAS (Secretaria Municipal de Assistência Social), mais de 6 toneladas de pescados naturais foram distribuídas para mais de 3 mil famílias, residentes na sede e em vários povoados da Terra do Abacaxi. Ao longo das paradas, a atual gestão foi alvo de agradecimento e elogios dos moradores.

“A Semana Santa é um dos períodos mais importantes do calendário Cristão e essa foi a forma que encontramos de apoiar as celebrações desse importante período, que sempre deve ser valorizado e respeitado pelas pessoas. Muitos trabalhadores têm tido dificuldades nas suas situações financeiras devido a pandemia, o que também contribuiu para que tudo isso fosse planejado”, argumenta o gestor Edésio Cavalcanti.

Fiocruz recomenda Páscoa em casa para prevenir Covid-19

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Após um mês de março com colapso em unidades de terapia intensiva e alta nas mortes por Covid-19 na maior parte do país, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou uma cartilha com orientações para reduzir o risco de transmissão da doença no feriadão da Semana Santa, quando famílias costumam se reunir para celebrar a Páscoa (4). A principal recomendação é que a forma mais segura de comemorar a data é ficar em casa, apenas com as pessoas que já moram juntas. 

Apesar disso, o documento traz informações importantes para quem pretende receber convidados ou celebrar o feriado fora de casa. A fundação alerta que as recomendações, nesse caso, podem reduzir os riscos, mas que nenhuma dessas medidas é capaz de impedir totalmente a transmissão da covid-19.

“Se vai receber convidados ou celebrar em outro local, você estará exposto a diferentes níveis de contágio”, esclarece a cartilha.  Quem tem sintomas relacionados à covid-19 ou ainda está no período de 14 dias desde o primeiro dia em que teve os sintomas não deve sair de casa nem receber convidados nessa data, independentemente de ter sido diagnosticado com a doença.

O mesmo vale para quem teve contato, nos últimos 14 dias, com alguém que teve a doença.  A Fiocruz também recomenda que pessoas que moram com alguém do grupo de risco ou sejam parte desse grupo fiquem em casa.

Nesse caso, a fundação lista no grupo de risco: portadores de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal crônica em estágio avançado, imunodepressão provocada pelo tratamento de doenças autoimunes, como lúpus ou câncer; pessoas acima de 60 anos de idade, fumantes, gestantes, mulheres em resguardo e crianças menores de 5 anos.

Veja abaixo algumas orientações e acesse aqui a cartilha completa: Uso de máscara A primeira recomendação é usar máscara sempre que não estiver comendo ou bebendo.

É importante ter um saco limpo para guardar a máscara quando estiver comendo e bebendo, para mantê-la limpa e seca. Além disso, tenha ao menos uma máscara extra para caso seja necessário trocá-la, seja por tempo de uso, sujeira ou umidade.

Distanciamento Evitar aglomerações é fundamental, e a Fiocruz recomenda distância de ao menos dois metros entre os participantes da celebração, que devem evitar apertos de mão e contatos mais próximos, como abraços e beijos.

Ambiente ventilado Locais abertos e bem ventilados devem ter preferência para esse tipo de reunião, e o uso de ar condicionado deve ser evitado. As toalhas de pano devem ser substituídas por papel para a secagem das mãos, e lixeiras com pedais são recomendadas para evitar o contato com a tampa.

É importante que haja álcool em gel disponível, e que as pessoas higienizem as mãos com frequência com álcool ou sabão.  Hora da refeição O espaço deve ser organizado para que as pessoas não se sentem todas juntas à mesma mesa.

A recomendação é que cada grupo de pessoas que moram juntas deve se sentar em um espaço separado. Talheres e copos não devem ser compartilhados, e é necessário higienizar as mãos depois de tocar naqueles que são de uso coletivo, como jarras e utensílios de servir comida. 

Brasileiros estão bebendo tanta cerveja que fabricantes estão sem garrafas

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Em casa por conta da pandemia, a população brasileira está bebendo para passar o tempo. O problema é que, por conta do crescimento da demanda, as fabricantes da bebida estão com dificuldades para conseguir comprar garrafas desde o final do ano passado. 

É o que mostra um relatório do Credit Suisse, de 29 de março, assinado por Marcella Recchia e Henrique Rocha. A dupla conversou com um grande fornecedor de garrafas de vidro para a indústria brasileira de cerveja e concluiu que as restrições de embalagens de garrafas de vidro devem persistir até 2023. 

“Mesmo com a suposta desaceleração do consumo em fevereiro, impulsionada por subsídios governamentais mais baixos e o preço mais alto da cerveja, a indústria não foi capaz de construir estoques, o que levou a uma continuação nas restrições de capacidade”, diz o texto. A produção nacional até cresceu de 6% a 7% no final de 2020, mas o aumento foi insuficiente.

Para 2023, espera-se novo incremento, de 8% a 10%, na produção, o que deve normalizar o mercado. Enquanto isso não acontece, algumas marcas têm importado o produto ou adaptado a produção. Heineken e Petrópolis, segundo o estudo, foram as mais impactadas.

A gigante holandesa administrou parcialmente o problema importando de 25% a 30% de suas necessidades de garrafas de vidro no ano passado a preços 40% acima dos domésticos.  A marca brasileira, por sua vez, foi a mais impactada, o que levou a empresa a desviar a produção para latas de alumínio.

Já a AmBev, líder no segmento, quase não sofreu o impacto da escassez de garrafas de vidro no mercado, se beneficiando de sua produção própria (cerca de 44% dos recipientes foram produzidos pela própria companhia) e de “contratos sólidos com grandes fornecedores”.

Com essa priorização por parte dos fornecedores, o banco acredita que “a AmBev está melhor posicionada no setor para lidar com o ambiente restrito de fornecimento de embalagens. Dessa forma, a empresa deve continuar se beneficiando da integração vertical com suas próprias fábricas de latas de alumínio e garrafas de vidro.”

Falece vereador Batista Matos por complicações da Covid-19

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Faleceu, na manhã desta quarta-feira (31), o vereador João Batista Matos. Ele estava internado no hospital São Domingos há praticamente um mês e há uma semana estava na UTI.

A família divulgou nota.

NOTA DE FALECIMENTO E PESAR*

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. 8 Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.”2 Timóteo 4:7-8

É com imensa tristeza e consternação que a assessoria e a família comunicam o falecimento do nosso irmão em Cristo e eterno Vereador João Batista Matos Viana Pereira, ocorrido no início da manhã desta quarta-feira, 31 de março de 2021, em decorrência de complicações pela Covid-19.

Nesse momento de extrema dor, pedimos as orações e a consolação do ESPÍRITO SANTO de DEUS sobre sua amada esposa Liana Ramalho, filhos Samuel e Daniel Matos, sua mãe D. Clenir, parentes, irmãos em Cristo e amigos.

“Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos”.

Comandantes das Forças Armadas devem deixar seus cargos hoje; Bolsonaro cogita nomear aliado no Exército

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O presidente Jair Bolsonaro poderá repetir a ex-presidente Dilma Rousseff e quebrar uma tradição no Exército se decidir nomear como próximo comandante do Exército o general Marco Antônio Freire Gomes.

Comandante militar do Nordeste, Gomes é o nome mais cotado nos bastidores do governo para substituir o comandante do Exército, Edson Leal Pujol, que deverá deixar o cargo após a demissão do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva.

Nesta terça-feira, 30, o ministro Braga Netto, que assume a Casa Civil, vai se reunir com os comandantes das três forças: Exército, Marinha e Aeronáutica.

Todos eles conversaram nesta segunda-feira, 29, com Azevedo e Silva logo após ele deixar o gabinete de Bolsonaro demitido do Ministério da Defesa. O encontro de Azevedo com Bolsonaro durou três minutos.

O tom foi seco. “Preciso do seu cargo”, disse o presidente ao então ministro da Defesa. Auxiliares do general dizem que ele já desconfiava estar na berlinda por ter sido contrário à tentativa de Bolsonaro de substituir Pujol, o comandante do Exército.

Desde a semana passada, Azevedo vinha sendo cobrado por demonstrações de mais apoio político a Bolsonaro. O presidente queria um sinal claro do Exército e não recebeu.

 Oficiais militares ouvidos pelo Estadão dão agora como certa a saída de Pujol. Em conversas reservadas, dizem que Azevedo perdeu o Ministério da Defesa porque se opôs à ofensiva de Bolsonaro. O Estadão apurou que o comandante do Exército se recusou a politizar as Forças Armadas, como queria o presidente.

Agora, portanto, há caminho livre para a troca no Comando do Exército. A expectativa nas Forças Armadas é de uma renúncia coletiva. Na hierarquia militar, todos os atuais comandantes estariam acima do novo ministro da Defesa, Braga Netto, pelo critério de antiguidade.

Diante disso, caso permaneçam nos cargos, terão de se subordinar a ele. No Exército, a tradição da escolha dos comandantes obedece à antiguidade dos generais de quatro estrelas, ou seja, quem tem mais tempo no topo da carreira.

Em 2015, a então presidente Dilma ignorou isso e escolheu de uma lista tríplice o general Eduardo Villas Bôas, que à época era comandante de Operações Terrestres. Villas Bôas era o terceiro na ordem. Segundo militares  que acompanham a negociação, para nomear Freire Gomes Bolsonaro teria de “aposentar” seis generais mais antigos que ele.

Isso porque eles passam à reserva se um oficial mais “moderno”, com menos tempo de Exército, for alçado ao comando.  Ao escolher Freire Gomes, Bolsonaro pode escapar ainda de outro nome que está prestes a se tornar o mais antigo entre os generais de quatro estrelas: o atual comandante de Operações Terrestres, general José Freitas. 

À frente dele estão apenas os generais Décio Schons e César Augusto de Nardi, que passarão oficialmente à reserva em abril e já foram substituídos no Alto Comando. José Freitas teria, por tradição, a preferência para assumir o comando.

Ele é apontado por deputados, senadores e militares como alguém que se opõe às mais recentes investidas políticas de Bolsonaro na caserna. Assim, estaria alinhado aos generais Fernando Azevedo e Silva, ex-ministro da Defesa, e ao comandante Pujol. 

A escolha de Freitas é considerada pouco provável por generais. Em abril de 2018, ele apoiou a manifestação no Twitter do ex-comandante Villas Bôas, que gerou pressão sobre o Supremo Tribunal Federal às vésperas do julgamento de um recurso que poderia evitar a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Villas Bôas afirmou que o Exército compartilhava o “anseio dos cidadãos de bem de repúdio à impunidade” e se mantinha “atento às suas missões institucionais”.  “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”, questionou Villas Boas. 

Em seu perfil no Twitter, Freitas compartilhou a mensagem. “Mais uma vez o comandante do Exército expressa as preocupações e anseios dos cidadãos brasileiros que vestem fardas. Estamos juntos, comandante Villas Bôas”, escreveu ele, na ocasião.

Neste ano, o episódio do tuíte voltou à tona com a revelação de Villas Bôas, em depoimento a um livro da Editora FGV, de que teve aval do Alto Comando para publicar aquela mensagem.

Esta versão provocou manifestações de repúdio de ministros do Supremo. Após a anulação da condenação de Lula, neste mês, os militares preferiram o silêncio.

Juiz deve evitar multas e prisões contra gestores da Saúde

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou nesta segunda-feira 29 uma resolução que orienta os juízes do país a evitarem impor sanções pessoais, como multas e prisões, contra gestores do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais, distrital e municipais de Saúde.

A recomendação 92/2021 do CNJ destaca que os magistrados possuem autonomia para decidir, mas que devem considerar “as consequências práticas” de suas decisões.

A recomendação frisa que “no contexto pandêmico, decisões judiciais de urgência acabam, por vezes, impondo obrigações às autoridades de saúde de impossível cumprimento em curto prazo, em virtude da escassez de recursos humanos, de instalações, de equipamentos e de insumos para o enfrentamento à pandemia da covid-19”.

Assinada pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, a recomendação orienta também que os juízes evitem multar entes públicos ou bloquear verbas públicas.

O texto observa a existência de uma “multiplicação de demandas judiciais” com pedidos baseados no direito à saúde, o que pode “ensejar a desorganização do Sistema de Saúde”.

Em ações sobre pedido de leitos, a recomendação orienta aos juízes que, antes de decidir, busquem o auxílio dos Comitês de Saúde estaduais e distrital e observem as classificações de risco emanadas pelas autoridades sanitárias.