Quem quiser saber o que está acontecendo na comunidade do Cajueiro, área de conflito para construção do porto da W Torres, é só procurar a moradora e ex presidente da União dos Moradores Proteção de Jesus do Cajueiro, Dona Nicinha Araújo da Silva.
Dona Nicinha revela numa conversa simples e franca a sucessão de episódios de sabotagens, mentiras e truculências que vêm acontecendo nessa área desde a escolha da localidade para abrigar a tancagem da PETROBRAS e um porto particular da SUZANO para exportação de celulose.

Dona Nicinha Araújo da Silva

Quem iniciou toda tratativa com a comunidade, foi a empresa carioca PLANAVE, que tinha uma visão humanista e absolutamente alinhada com os manuais de reassentamento aprovados pelos organismos internacionais, onde o ocupante da área deveria ser tratado com a maior dignidade possível e receber uma indenização rápida e justa.
A PLANAVE, em total consenso com a comunidade escolheu uma área para transferência dos moradores para a região de São José de Ribamar que foi visitada e aprovada, depois de uma série de três visitas coletivas.

A ex presidente da União dos moradores nos revelou com exclusividade que a comunidade nunca se recusou a sair da área, mas que nunca admitiu ser explorada e trocar seis por meia dúzia. Na modesta lista de reivindicações, além de uma área adequada que mantivesse as características da original como por exemplo, o acesso ao mar para os pescadores, constavam itens como priorização da mão de obra local com inclusão de capacitação de mão de obra e cursos de habilitação para atividades mais especializadas. Dona Nicinha ainda nos diz que o erro cometido pela nova empresa W Torres foi a truculência e a falta de diálogo nos acordos costurados com a comunidade


Nossa equipe ainda procurou saber sobre a verdade do problema fundiário do Cajueiro e descobrimos que na verdade só há um dono originário dessa área que é a SPU, atualmente dirigida pelo Cel. Monteiro. Na SPU é possível ver que essa aérea foi doada ao Estado do Maranhão que por sua vez a doou para a comunidade do Cajueiro ainda no governo Roseana Sarney. Na época da SUZANO, novamente com Roseana, o governo fez a desapropriação em favor da empresa de celulose, em caráter de Utilidade Pública para construção do Porto. Ocorre que a SUZANO desistiu do Porto do Cajueiro denominado Terminal GRANDIS, por livre e espontânea “pressão” da EMAP, que queria porque queria que a SUZANO utilizasse a área portuária legal para exportar sua produção de celulose.
Dessa forma, descobre-se que toda e qualquer indenização paga a pretensos donos de áreas do Cajueiro, que não sejam associados à União de Moradores, a rigor não possui nenhum valor jurídico, salvo melhor juízo!

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