Mais um relatório oficial divulgado, mostra que os locais atingidos pelas manchas de óleo no Maranhão aumentaram. Segundo a última avaliação feita pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o número de pontos atingidos pelas manchas de petróleo subiu para 41. O derramamento de óleo no oceano ainda é investigado e atinge o Brasil desde agosto de 2019.

Apenas no mês de dezembro, 17 novas manchas foram encontradas no litoral maranhense, com destaque para os municípios de Tutoia e Araioses. Também houve registro em Santo Amaro, Paulino Neves, Barreirinhas, Humberto de Campos, Cururupu, São Luís e Alcântara.

As manchas de óleo no litoral maranhense começaram a ser registradas no mês de setembro, em Atins, na região dos Lençóis Maranhenses. Desde então, voluntários, equipes do Corpo de Bombeiros, além de equipes do Ministério do Meio Ambiente e do IBAMA realizam coleta e limpeza das praias.

Os locais mais atingidos pelo petróleo no Maranhão foram a Ilha dos Poldros e a Ilha do Caju, em Araioses, na divisa com o Piauí. Em outras regiões, a substância também atingiu o litoral do município de Tutoia, a Reserva Extrativista Cururupu, além de uma tartaruga na Praia de Itatinga, em Alcântara, na região metropolitana de São Luís.

Tartaruga atingida pelo óleo no litoral maranhense

Riscos para a população

O petróleo bruto é uma complexa mistura de hidrocarbonetos, que apresenta contaminações variadas de enxofre, nitrogênio, oxigênio e metais. A substância é tóxica. Compostos encontrados no óleo combustível são voláteis e podem ser inalados durante o manuseio de resíduos sem proteção correta.

Três dos compostos são extremamente perigosos a longo prazo: além de alto potencial cancerígeno, a exposição ao benzeno, tolueno e xileno pode provocar doenças no sistema nervoso central.

Listada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) como uma substância altamente perigosa, o benzeno, é responsável por provocar anemia e aumenta as chances de infecções e de desenvolvimento de cânceres sanguíneos como a leucemia.

É importante que a população evite contato direto com o material encontrado nas praias. Visando tal prevenção, o Ibama orienta que banhistas e pescadores não toquem ou pisem no material.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui