O período de chuvas em São Luís chegou antes do previsto e deve durar até julho. Segundo um levantamento do Laboratório de Meteorologia (Labmet), do Núcleo Geoambiental (Nugeo) da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), desde a quarta-feira passada (15), o índice pluviométrico já ultrapassou a média histórica de chuvas esperadas para janeiro na capital.

Neste mês de janeiro, a média climatológica é de 244 milímetros (mm) na Região Metropolitana de São Luís. Segundo o Nugeo, nos primeiros quinze dias de janeiro, já choveu 255,2 milímetros em São Luís.

No início do ano, o laboratório apontou que, normalmente, o período de chuvas começam na região a partir de fevereiro, mas em 2020 foi diferente. Até na região sul do Maranhão, onde as temperaturas costumam ser mais altas, as chuvas já começaram a ser registradas desde o primeiro dia do ano. A previsão dos meteorologistas é de que o período de chuvas siga até o mês de julho.

Segundo a previsão do tempo, o clima deve ocilar entre sol e pancadas de chuva até o próximo domingo (28), com mínimas de 26º e máxima de 30º.

2019 chuvoso

A previsão de recorde de chuvas em 2020 supera as expectativas anteriores, ainda mais porque o ano de 2019 já teve mais volume de chuvas do que o historicamente registrado. Segundo o Núcleo Geoambiental, apenas em São Luís, as chuvas de janeiro do ano passado superaram em 62% a quantidade prevista. Era esperado de 244,2 milímetros, como tem sido esperado para janeiro de 2020 também, mas o primeiro mês do ano passado registrou 393,4 milímetros. Janeiro de 2018 registrou 332,7 milímetros nos 31 dias.

Risco de dengue

Com o período de chuvas em vigencia no Maranhão, é preciso cuidado redobrado para com o mosquito Aedes aegypti. De acordo com o Ministério da Saúde, os ovos do mosquito, que necessitam de água parada para eclodirem, podem sobreviver até 450 dias, mesmo que o local onde foram depositados esteja seco.

O número de casos de dengue aumentou 164,3% no Maranhão em 2019, de acordo com o último boletim epidemiológico do estado. Os registros de zika registraram crescimento de 125% e os de chikungunya 9,30%. As condições climáticas foram apontadas pelo relatório como o principal responsável pela proliferação do Aedes Aegypti na região.

O alerta fica ainda maior porque, nos últimos dias, uma suposta morte por dengue hemorrágica, o tipo mais grave da doença, começou a ser investigada em São Luís.

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