A suspeita de que o coronavírus tenha chegado ao Brasil, por meio de uma mulher que vinha de Xangai e desembarcou em Minas Gerais, no último sábado (18), acendeu um alerta na população. Com sintomas parecidos com a gripe, o vírus contaminou 610 pessoas ao redor do mundo. Até o momento, a China já soma um total de 18 mortes confirmadas.

O Ministério da Saúde disse que o caso da paciente internada em Minas Gerais não se enquadra nos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a infecção pelo coronavírus. Hoje (23), o suposto caso em Minas foi descartado pelo Ministério da  Saúde. De acordo com a pasta, a cidade de Xangai não tem transmissão ativa do vírus até o momento.

Os coronavírus recebem esse nome porque têm em sua membrana picos projetados que se assemelham à coroa do sol. Eles podem infectar animais e pessoas e causar doenças do trato respiratório, que vão desde o resfriado comum até condições mais graves.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), “os coronavírus (CoV) são uma grande família de vírus que causam doenças que variam do resfriado comum a doenças mais graves, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV)”. Eles podem ser transmitidos por animais e pessoas.

Sintomas

Sintomas assemelham-se aos da gripe

Entre os principais sintomas estão:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar
  • Dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Entre os casos graves, também é possível perceber os sintomas de:

  • Pneumonia
  • Síndrome Respiratório Agudo Severo
  • Insuficiência renal

Já há casos detectados também em Japão, Tailândia, Taiwan, Coreia do Sul e Estados Unidos. Ainda não existe medicamento ou vacina específica para o coronavírus.

Transmissão

Animais e pessoas podem transmitir o vírus

Grande parte dos vírus existentes no mundo tem origem em espécies animais, onde geralmente passam despercebidos, e por alguma razão, “pulam” para os humanos. Uma vez que é identificado o animal reservatório, como é chamado o ser vivo onde um agente infeccioso vive e se multiplica, é mais fácil lidar com isso.

No caso do novo coronavírus, ainda não se sabe de qual animal ele é proveniente. Os primeiros casos da doença foram identificados em trabalhadores do mercado público de frutos do mar em Wuhan, na China. Ainda que alguns mamíferos aquáticos possam portar o coronavírus, como a baleia-beluga, no local também são comercializados outras classes de animais selvagens vivos, como galinhas, morcegos, coelhos e cobras, que são considerado as fontes primárias mais prováveis da infecção.

Segundo especialistas, casos desse tipo costumam se originar na China devido à sua dimensão territorial, densidade populacional e do contato próximo com animais infectados.

Por isso, acreditava-se que a transmissão era feita de animais para pessoas. Mas, recentemente, autoridades chinesas confirmaram a transmissão do vírus de uma pessoa para outra, o que aumenta o risco de propagação. A quantidade de pessoas infectadas em pouco tempo e a identificação do vírus em outros países, mostra uma facilidade de transmissão.

Prevenção

A OMS divulga formas básicas de prevenção

As recomendações da OMS para impedir a propagação da infecção incluem: lavagem regular das mãos, cobertura de boca e nariz ao tossir e espirrar, cozinhar bem carnes e ovos, evitar contato próximo com qualquer pessoa que apresente sintomas de doenças respiratórias, como tosses e espirros.

O Governo Federal já notificou a área de portos, aeroportos e fronteiras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre as medidas de prevenção à entrada do coronavírus no Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, as medidas de prevenção estão sendo revistas principalmente nos principais aeroportos de conexão proveniente da China para avaliação de riscos. Entre eles estão os aeroportos internacionais de São Paulo (Guarulhos), Rio de Janeiro, Brasília e Campinas (Viracopos).

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