O pré-candidato a prefeito de Turiaçu, Adson Manoel Silva Oliveira, de 38 anos, é uma verdadeira “lenda urbana” no mundo do crime do Maranhão. Com uma vida mais do que misteriosa, envolta em suspeitas e acusações criminais, Adson marcou as páginas policiais das últimas décadas no Estado.

Às vésperas de mais uma eleição municipal, o blog recebeu um dossiê com casos antigos do prefeiturável turiense.

Em um dos relatos, Adson é acusado de usar duas identidades com nomes diferentes. O caso veio à tona na eleição municipal de 2016, quando foi descoberto que Adson Manoel Silva Oliveira também seria Adson Carlos Silva Oliveira. Nas duas, o RG, CPF, título de eleitor e data de nascimento são diferentes, exceto o nome dos pais.

Adson é acusado de falsidade ideológica

O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO?

O Código Penal Brasileiro dispõe sobre esse crime em seu artigo 299, sendo este tipificado como falsidade ideológica onde sua pena varia de 1 a 5 anos de prisão.

Quando o Registro Civil Nacional (RCN) estiver implantado em todo o país, casos como o do pré-candidato a prefeito de Turiaçu não se repetirão. O RCN estabelece uma identificação centralizada do cidadão brasileiro pelo Poder Judiciário (Justiça Eleitoral), desde o seu nascimento até o seu óbito, incluindo eventuais mudanças de estado e capacidade civil.

O RCN identifica o cidadão, nato ou naturalizado, pelo batimento de suas impressões digitais e faciais com a de todos os demais cidadãos brasileiros constantes em uma base de dados. A implantação do RCN contempla diversos benefícios para o cidadão por assegurar sua identificação única em todo o país, concentrar informações de vários cadastros em um documento único, o que significa desburocratização, e facilitar sua recuperação em pontos de atendimento localizados em todo o território nacional.

ESQUEMA DE DESVIO

Mas não são apenas os crimes de falsificação que pesa contra Adson. Ele também possui uma empresa aberta na Junta Comercial do Maranhão onde ele aparece como sócio. Trata-se da A C S de Oliveira Comércio, firma que já participou de vários processos licitatórios duvidosos pelo interior do estado.

Laudo que comprova a existência da empresa

OPERADOR DE ‘NOTAS FRIAS’

Fora a gravidade da dupla identidade e de um esquema de fraude em licitações, Adson ainda é suspeito de ser o principal operador de ‘notas frias’ no estrado. Ele e sua empresa são investigados pelo Ministério Público Estadual e responde a uma ação civil pública no Município de Bacuri por uma série de irregularidades, conforme processo n°801-53.2014.8.10.0071 que tramita no judiciário maranhense.

Cabe destacar que além de Adson, um homem identificado por Wagno Setubal de Oliveira – que seria braço direito do empresário de dupla identidade – também teve seu nome envolvido no escândalo envolvendo a empresa e a prefeitura bacuriense.

Adson é réu em vários processos

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