Em tempos em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta isolamento social para conter o avanço do novo coronavírus no planeta, o fim de tarde foi de movimentação intensa no Espigão Costeiro, em São Luís, neste domingo (5).

Enquanto isso, o número de casos no Maranhão teve o maior aumento repentino desde o início da pandemia, indo a 133 casos confirmados e 3 mortes.

Nas redes sociais, o fotógrafo Kayo Sousa registrou a movimentação e desabafou nas redes sociais. “Não adiantou esforços fechando as entradas da Av. litorânea, o que ainda falta é consciência”, publicou.

Futebol na Litorânea

Um morador de São Luís registrou, na última quinta-feira (2), um grupo de pessoas que jogava futebol, na Praia da Ponta D’Areia, em São Luís, enquanto deviam, por recomendação da Organização Mundial da Saúde, estar em isolamento social, em virtude da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) que, até esta sexta-feira (3), já infectou mais de um milhão de pessoas e matou 50 mil.

No vídeo, o leitor que não quis se identificar, questiona sobre a fiscalização. “Que tipo de quarentena é essa? Você fecha a empresa, fica em casa, tem o maior prejuízo e o pessoal vem para a praia jogar futebol?”, reclama. “Eu não veja ninguém vindo na praia falar para o pessoal ir embora, mas se o empresário abrir o comércio leva multa”, acrescenta.

Outros usuários também criticaram nas redes sociais a desobediência da população às normas preventivas:

Aprovação de isolamento

Pesquisa Datafolha publicada nesta segunda-feira (6) pelo jornal “Folha de S.Paulo” questionou a população sobre as medidas de isolamento impostas pelas autoridades para conter o avanço do coronavírus.

Segundo o levantamento 76% dos brasileiros acreditam que o mais importante neste momento é deixar as pessoas em casa. 18% querem acabar com o isolamento, e 6% não sabem.

Quarentena

Por causa da evolução no número de casos, a proibição de funcionamento de diversos comércios e estabelecimentos no Maranhão foi mantida por tempo indeterminado, mas, segundo o Governo do Maranhão, será reavaliada semanalmente.

A proibição de funcionamento afeta os seguintes segmentos:

  • Bares, restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos congêneres;
  • Templos, igrejas e demais instituições religiosas;
  • Museus, cinemas e outros equipamentos culturais, público e privado;
  • Academias, clubes, centros de ginástica e estabelecimentos similares;
  • Lojas ou estabelecimentos que pratiquem o comércio ou prestem serviços de natureza privada;
  • “Shopping center”, galeria/centro comercial e estabelecimentos congêneres, salvo quanto a supermercados, farmácias e locais que prestem
  • Serviços de saúde no interior dos referidos dos estabelecimentos;
  • Feiras e exposições;
  • Indústrias, excetuadas as dos ramos farmacêutico, alimentício, de bebidas, produtos hospitalares ou laboratoriais, obras públicas, alto forno, gás, energia, água, mineral, produtos de limpeza e higiene pessoal, bem como respectivos fornecedores e distribuidores.

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