Encalhado desde o início do ano, o navio mercante Stellar Banner de origem sul-coreana aguarda atualmente a retirada de mais 60 mil toneladas de minério de ferro para que a fase de reflutuação seja iniciada. A embarcação encalhou na costa maranhense no final de fevereiro quando saiu do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira em direção à China.

Segundo a Marinha, o Stellar Banner “continua estável, assentado no leito marinho. Os órgãos e empresas envolvidas continuam envidando o máximo de esforços e recursos possíveis, visando solucionar o ocorrido com brevidade, e sempre atendendo as normas e legislação em vigor, priorizando a salvaguarda da vida humana no mar, a proteção do meio ambiente e segurança da navegação”.

A Marinha disse que a operação tem a sua supervisão por meio do Navio de Apoio Oceânico Iguatemi, responsável pela execução do Plano de Reflutuação e Salvatagem, “aprovado pelo Comando do 4º Distrito Naval e fiscalizado pela Capitania dos Portos do Maranhão e pelas autoridades ambientais do Estado do Maranhão, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Secretaria de Estado do Meio ambiente e Recursos Naturais (Sema).

O navio com bandeira dos Países Baixos ‘Defender’ foi contratado para retirar toneladas de óleo do Stellar Banner. A operação foi realizada no dia 12 deste mês e retirou 3,9 mil metros cúbicos de óleo da embarcação sul-coreana.

No dia 14 de maio a Marinha do Brasil informou por meio de nota que mais 80 mil toneladas de minério de ferro haviam sido retiradas do navio, que é propriedade da empresa Polaris e sua carga de responsabilidade da mineradora Vale.

Navio ‘Defender’ auxilia na retirada do minério

Acidente com o Stellar Banner

O navio Stellar Banner sofreu duas fissuras no casco no dia 25 de fevereiro, logo após ter saído do Terminal Portuário da Ponta da Madeira em São Luís, com destino a um comprador em Quingdo, na China. A embarcação possui capacidade para 300 mil toneladas de minério de ferro e tem 340 metros de comprimento, o equivalente a dois campos de futebol.

Segundo a Capitania dos Portos do Maranhão, logo após identificar as fissuras no casco, o navio começou a afundar no Oceano Atlântico, a cerca de 100 km da costa do litoral do Maranhão. Por conta da situação de emergência, o comandante do navio emitiu um alerta e levou o Stellar Banner para um banco de areia.

Inquérito

A Superintendência da Polícia Federal (PF) no Maranhão informou que abriu um inquérito para apurar possível crime ambiental no acidente do Stellar Banner.

Antes, a Marinha já tinha informado que instaurou um inquérito administrativo para apurar causas, circunstâncias e responsabilidades sobre o caso.

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