Nesta segunda-feira (25), primeiro dia da volta gradual do comércio na Grande São Luís, o que se viu foram ruas lotadas, maior número de carros nas ruas comerciais e até filas para entrar nas lojas.

Milhares de pessoas estiveram no ponto comercial fazendo compras de todas as modalidades. A maioria delas usavam máscaras, mas poucas obedeciam o distanciamento recomendável, de dois metros.

Em uma das lojas da Rua Grande foi formada uma fila para entrar. Na fila também não foi obedecido o distanciamento recomendável pelas autoridades de saúde.

População não obedece distanciamento mínimo

No percurso da Rua Grande, equipes da Polícia Militar estavam presentes e orientavam as pessoas. Assim como no ponto principal do comércio de São Luís, as transversais, como a rua de Santana, por exemplo, tinha alto fluxo.

Também foi flagrada alta movimentação nas agências bancárias. A maioria com filas e aglomerações visíveis na parte externa.

Caixa da Avenida Kenedy

As paradas de ônibus também tiveram um grande aumento de movimentação. No bairro do João Paulo, que também é conhecido pela sua veia comercial, o fluxo era muito grande.

Também foram registradas muitas lojas que deveriam ainda estar fechadas com portas abertas. O bairro do João Paulo foi um exemplo disso.

Ponto de ônibus super movimentado no João Paulo

Veja o que muda:

  • A partir do dia 25 de maio poderão funcionar estabelecimentos comerciais familiares de pequeno porte, onde somente trabalhavam, antes da pandemia, o proprietário e o grupo familiar (cônjuge, pais, irmãos, filhos ou enteados).
  • A retomada gradual por setor econômico será iniciada no dia 1º de junho, estendendo-se por 45 dias, seguindo protocolos sanitários de cada setor, presentes nas portarias editadas pela Casa Civil. A cada sete dias, a situação epidemiológica será reavaliada, podendo haver modificação ou revogação da portaria.
  • Os estabelecimentos irão funcionar com horários alternados, para diminuir a concentração do fluxo no transporte coletivo. A medida será especificada em portaria publicada pela Casa Civil.
  • Seguem obrigatórias medidas sanitárias gerais, como uso de máscaras de proteção em ambiente público, vedação de qualquer aglomeração de pessoas e manutenção do distanciamento social.
  • As empresas deverão adotar escala de revezamento de funcionários, bem como a distância mínima de dois metros entre o funcionário e o cliente, e entre cada cliente. Além disso, sempre que possível, o trabalho de serviços administrativos deve realizado de forma remota. Reuniões e atividades que exijam encontro de funcionários deverão ocorrer de forma virtual.
  • Empregados e prestadores de serviço que pertençam a grupo de riscos devem ser dispensados das atividades presenciais até 15 de junho, sem qualquer tipo de punição, suspensão de salário ou demissão.
  • Restaurantes, lanchonetes, bares e similares continuarão com serviço de entrega ou retirada no próprio, sendo vedada a disponibilização de áreas para consumo.
  • Os estabelecimentos destinados à venda de peças de vestuário, caso permitam a prova e a troca de roupas e similares, deverão adotar medidas para que a mercadoria seja higienizada antes de ser fornecida a outros clientes.
  • Em caso de recusa por parte do consumidor de adotar o uso de máscara, proprietário e funcionários podem acionar a Polícia Militar, que aplicará procedimentos previstos no art. 268 do código penal.
  • Os estabelecimentos que não cumprirem as medidas dispostas, podem sofrer sanções administrativas (advertência, multa e interdição) e encaminhamento de ação ao Ministério Público Estadual e Ministério Público do Trabalho.
  • A partir do dia 1º de junho de 2020 é autorizada a retomada progressiva do funcionamento dos órgãos e entidades vinculados ao Poder Executivo, com uso de máscaras obrigatório, revezamento de servidores, afastamento de funcionários no grupo risco até o dia 15 de junho e suspensão de atendimento ao público externo até o dia 7 de junho.
  • Com base nos indicadores epidemiológicos e na oferta dos serviços de saúde, os prefeitos poderão decretar medidas mais rígidas, autorizar funcionamento de atividades comercias mediante observação dos protocolos sanitários e adotar barreiras sanitárias nos acessos a cada município.
  • Qualquer cidadão pode apresentar pedido de fiscalização estadual, se possível acompanhado de registros fotográficos e gravações em vídeo, por meio dos seguintes números de WhatsApp: (98) 99162-8274, (98) 98356-0374 e (98) 99970-0608.

Coronavírus

O Maranhão alcançou a marca de 22.786 mil pacientes infectados pelo novo coronavírus, 784 mortes por Covid-19 e 5.271 pessoas curadas pela doença. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado na noite deste domingo (24) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Ficar em casa

Ficar em casa é importante porque, segundo as autoridades de saúde, é a única maneira mais eficaz no momento para frear o aumento repentino no número de casos, o que poderia causar um colapso no sistema de saúde pela falta de leitos e de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Um colapso causaria a diminuição drástica da capacidade do sistema de saúde em cuidar dos pacientes, o que aumenta a chance de óbitos por Covid-19 e também por outras doenças.

Cuidados

Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.

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