A Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio da Polícia Militar, inaugurou, recentemente, um sistema de câmeras de videomonitoramento em uma praça do bairro São Francisco, a poucos metros da Ilhinha e da Avenida Ferreira Gullar, cercada por prédios de luxo, onde moram várias famílias de endinheirados, dentre os quais nomes conhecidos da alta sociedade de São Luís.

A medida seria digna de todos os elogios, não fosse um delalhe: apenas um grupo seleto de cidadãos do bairro foi privilegiado, enquanto os demais moradores continuam à mercê da criminalidade, desprovidos de qualquer instrumento tecnológico capaz de reprimir furtos, assaltos, tráfico de drogas, atentados contra a vida e outros delitos.

O assassinato do publicitário Diogo Adriano Costa Campos (41 anos), ocorrida há três dias, em uma discussão de trânsito, na área da Lagoa da Jansen, reacendeu o alerta para essa questão, já que não foram captadas imagens que levassem à identificação precisa do autor.

Praticamente às cegas, a Superintendência de Homicídios e proteção a Pessoas (SHPP) deu início imediatamente à investigação e chegou a prender o jovem Ayrton Pestana, poucas horas depois do crime, como suposto autor do crime. Mas o outrora suspeito foi libertado ontem (18) à noite depois que a perícia do Instituto de Criminalística (Icrim) confirmou a sua inocência.

Cometido em plena luz do dia, em local exposto, o crime seria de fácil elucidação, não fosse a inexistência (ou inoperância) do videomonitoramento da SSP na área, ao que tudo indica.

Voltando à instalação de câmeras na praça próxima aos prédios de luxo do São Francisco, a Polícia Militar vangloria-se do feito, enaltecendo “o uso de novas tecnologias como fundamental para o avanço em todas as modalidades de prestação de serviço à sociedade”.

Nesse contexto, diz um informe publicado no site da SSP, o 8º BPM, “Batalhão Jerônimo de Albuquerque”, vem modernizando suas unidades físicas com a implantação do sistema de videomonitoramento.

No último dia 11, foi implantado na sede da 4ª Companhia do 8⁰ BPM, localizada na Praça Botafogo, Avenida Tijuca, Bairro do São Francisco, um sistema de monitoramento capaz de maximizar a segurança dos policiais de serviço e proporcionar uma melhor prestação de serviço à comunidade.

Com a instalação do sistema de vídeo monitoramento na 4ª CP, o 8⁰ BPM hoje conta, em praticamente todos seus postos avançados com acesso remoto e armazenamento em nuvem. O comandante do 8⁰ BPM, major Clodoaldo Silva, destacou a 1ª CP, no bairro Angelim, e todo o complexo do Batalhão Jerônimo de Albuquerque, como exemplos da utilização da tecnologia.

Para ele, o sistema de monitoramento proporciona avanços e resultados positivos. “O objetivo é proporcionar um serviço de qualidade à sociedade e, também, mais segurança, controle e fiscalização ao serviço policial”, disse.

Infelizmente, na prática, quando mais se precisou, a tecnologia falhou, ou não estava disponível.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui