Abdon Murad Júnior à esquerda e Pedro Henrique Sampaio à direita.

Informações divulgadas nesta quarta-feira (24) trouxeram mais detalhes sobre uma complexa rede de esquema financeiro envolvendo o médico Abdon Murad Júnior e Pedro Henrique Sampaio. De acordo com informações obtidas através da Justiça e da Polícia Civil, o dono da PH Participações revelou em depoimento que vários promotores e políticos estavam envolvidos em um suposto esquema de pirâmide financeira com Abdon Murad Júnior.

O médico é apontado como responsável pela Abdon Murad Júnior Participações e Empreendimentos Imobiliários e pelo fundo AMJ Participações. Além de ações na Justiça, ele figura neste inquérito na Polícia Civil e foi chamado a depor em sindicância aberta no Tribunal de Justiça para apurar o caso.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) informou nesta quarta-feira (24) que Abdon comandou um dos maiores casos de pirâmide financeira do Brasil. Segundo a investigação, a fraude movimentou mais de R$ 400 milhões.

“Estamos há um ano e meio desta investigação, que agora segue para outra fase. Diante das provas foram solicitadas as medidas cautelares na justiça, que deferiu e demos cumprimento”, pontua o titular da Delegacia Especializada de Defraudações, delegado Jânio Pacheco. A polícia identificou que além do Maranhão, o golpe foi aplicado em outros estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.

O médico é apontado como responsável por captar altos valores financeiros de terceiros, com o argumento de realizar investimento em mercado de capitais. A polícia investiga o número de vítimas prejudicadas com a suposta fraude. “Há casos de pessoas que chegaram a perder milhões no esquema”, informa o delegado Jânio Pacheco. A apuração policial identificou ligação da pirâmide do médico com outra que era aplicada no Rio de Janeiro.

Outros envolvidos neste esquema e mais quatro casos de pirâmides estão sob investigação policial. O autor pode responder pelos crimes de estelionato, crime contra economia popular e evasão de divisas.

A investigação foi conduzida pela Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), por meio da Delegacia Especializada de Defraudações e Delegacia do Vinhais, com apoio do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD).

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