Uma nuvem de gafanhotos tem avançado em uma parte do território argentino que faz fronteira com o Brasil e com o Uruguai. A nuvem, que veio do Paraguai, chegou à província de Santa Fé, na Argentina, no dia 17. Dois dias depois, avançou pelo Rio Paraná até Corrientes. Ela tem sido monitorada desde o dia 28 de maio por produtores rurais e funcionários do governo.

Por conta dessa situação, o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agro-Alimentar (Senasa), do governo da Argentina, emitiu um alerta de perigo na fronteira com o Rio Grande do Sul. Segundo projeção do país vizinho, os insetos podem chegar ao oeste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, oferecendo riscos às lavouras desses estados.

O mapa de alerta (veja abaixo) mostra em uma faixa vermelha as regiões do país que estão em “perigo”. Parte delas fazem fronteira com o Rio Grande do Sul.

O Senasa afirma que a nuvem se moveu quase 100 quilômetros em um dia devido às altas temperaturas e ao vento. A extensão da nuvem detectada pode chegar a 10 quilômetros. O tempo frio e chuvoso é aguardado pelas autoridades para frear o avanço dos gafanhotos.

A tendência, conforme o Senasa, é de que a nuvem se desloque nesta terça em direção ao Sul da Argentina, mas dependerá das condições climáticas.

Conforme o governo argentino, os insetos podem passar por vilas e cidades, mas não causam danos diretos aos seres humanos, apenas causam riscos a plantações e pastagens.

A nuvem de gafanhotos que avança pela Argentina já está a 130 km em linha reta do município brasileiro de Barra do Quaraí, no oeste do Rio Grande do Sul, de acordo com o último levantamento do governo argentino nesta quarta-feira (24). Para meteorologistas, a chegada vai depender da condição climática no Sul nos próximos dias.

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