Enquanto o governo Flávio Dino (PCdoB) informa ter comprado 68 respiradores para uso em pacientes graves de Covid-19 no Maranhão, o Ministério da Saúde já enviou ao estado 135 ventiladores mecânicos para a mesma finalidade.

Levantamento divulgado hoje pelo site G1 aponta que o Maranhão foi uma das poucas unidades da federação que receberam todos os respiradores que comprou, mas também foi onde os órgãos de controle e fiscalização, como a Ministério Público, menos atuaram para coibir irregularidades na aplicação dos recursos destinados ao enfrentamento ao novo coronavírus.

A comparação não deixa dúvida de que se não fosse o investimento feito pelo Governo Federal, a pandemia de novo coronavírus teria feito estrago ainda maior do que os 74.925 casos confirmados e os 1.871 óbitos registrados no estado até agora.

Não bastasse a aquisição de respiradores pelo governo estadual em quantidade insuficiente para atender a demanda, no Maranhão, a compra dos equipamentos foi sempre marcada por polêmica.

China

Ainda no primeiro mês da pandemia, uma operação de importação de respiradores da China foi apontada como irregular pela Receita Federal. O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou os aparelhos ao governo maranhense.

Mais recente, a compra conjunta de 300 respiradores, via Consórcio Nordeste, resultou em prejuízo milionário aos cofres públicos do Maranhão, pois os aparelhos não foram entregues pela empresa fornecedora.

Na manhã desta sexta-feira (26), em entrevista ao jornal A Tarde, da Bahia, Flávio Dino finalmente admitiu que os 9 estados envolvidos na negociação foram vítimas de fraude.

Diante dos fatos registrados, a constatação é de que, enquanto o Governo Federal agiu de forma objetiva e assertiva para destinar os respiradores para ajudar no combate à Covid-19 no Maranhão, o governo comunista envolveu-se em lambanças, inclusive com suspeita de superfaturamento dos equipamentos, o que certamente comprometeu o número de ventiladores mecânicos adquiridos e causou atraso na utilização.

E em meio a tantas trapalhadas e ao possível mau uso do dinheiro público, muitas vidas se perderam.

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