Continua sendo um mistério o desaparecimento dos pescadores Lucas dos Santos, André Veras Silva e Francisco José Pereira de Araújo. No dia 25 de junho, o trio saiu em uma embarcação a motor para pescar do Porto do Braga, mas não voltaram.

Segundo a família, um dia após a saída do barco, um outro pescador encontrou um material que era usado pelo grupo em alto mar. Desde então, equipes do Centro Tático Aéreo (CTA), da Capitania dos Portos e dos Bombeiros realizam buscas por terra e mar.

O perímetro das buscas já chegou a mais de 2 mil km², abrangendo áreas de Raposa, Paço do Lumiar, São José de Ribamar e até Humberto de Campos (ilhas de Santana e Carrapatal). Porém, passados 19 dias do desaparecimento, nem mesmo o barco deles foi encontrado.

Os bombeiros também criaram uma sala de situação em Raposa para facilitar a logística da operação. No local também são discutidas ações e estratégias junto com prefeituras e pescadores da região.

Perímetro já observado pelas equipes que tentam encontrar vestígios dos pescadores

No dia 8 de julho, o Centro Tático Aéreo (CTA) encontrou vestígios de materiais de pesca na Ilha de Curupu e na Baía de Cangatá, mas não houve confirmação se eram dos pescadores desaparecidos.

Após o achado, as buscas foram redirecionadas para uma parte mais rasa do oceano, mas não trouxeram nenhum novo vestígio dos pescadores.

De acordo com o major João Lisboa, do Corpo de Bombeiros, a amplitude de maré e a extensão da área do litoral dificultam o trabalho de resgate.

“Uma busca complicada, primeiro pela extensão que a gente está trabalhando, a gente precisa mapear toda aquela área. E o fator complicador se deve ao tempo que fomos acionados, foram mais de 10 dias e isso certamente dificulta. Obviamente, estamos levando em consideração nossa amplitude de maré que é grande, e isso acaba complicando a operação de busca”, explicou o major.

Após 19 dias do desaparecimento, a equipes não cogitam a ideia de encerrar as buscas. Os bombeiros seguem discutindo os possíveis locais onde o barco dos pescadores pode ter passado, com base nas informações de pescadores, mapas e correntes marítimas.

Sala criada em Raposa para discutir as buscas dos pescadores desaparecidos 

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