Segundo o último Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicado nesta quinta-feira (23), o Maranhão, Rio de Janeiro, Ceará e Amapá registraram uma retomada no crescimento de novos casos semanais de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), depois de um período de queda.

Depois de terem atingido um pico de infectados e mortos em decorrência da covid-19 e começarem a diminuir a quantidade de novos registros, os quatro estados tiveram aumento de casos de SRAG.

De acordo com o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, nem todos os casos de SRAG são de coronavírus, mas esse aumento pode indicar também o crescimento dos casos de Covid-19.

“Os dados de SRAG continuam sendo fortemente associados à Covid-19, uma vez que, entre os casos com resultado positivo para os vírus respiratório testados, 96,7% dos casos e 99,1% dos óbitos retornaram positivo para o novo coronavírus”, ressalta Gomes.

Também segundo o boletim, o Maranhão registrou durante o pico de SRAG, 362 casos e decaiu para 165. Mas, na semana entre os dias 12 e 18 de julho o número de casos subiu para 173.

O boletim informa que o número de casos ainda é muito alto no país e que persistem em continuar crescendo.

“No cenário nacional os dados indicam manutenção do número de crescimento de novos casos semanais, após leve queda observada no mês de maio. Os valores ainda encontram-se muito acima do nível de casos considerado muito alto. Estima-se que já ocorreram 76.934 óbitos de SRAG, podendo variar entre 74.888 e 79.792 até o término da semana 29”.

Todos os estados da região Sul, Sergipe e Mato Grosso do Sul ainda passam pela primeira onda de contágio. O Distrito Federal e os estados da Paraíba, Amapá e Minas Gerais apresentam estabilização após período de crescimento, atingindo um platô.

Cenário nacional

Até o momento já foram reportados, este ano, um total de 289.946 casos de SRAG, sendo 145.020 (50,1%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 83.572 (28,8%) negativos, e cerca de 41.750 (14,4%) aguardando resultado laboratorial. Entre os positivos, 0,8% apresentavam influenza A, 0,4% influenza B, 0,7% vírus sincicial respiratório (VSR) e 96,7% Sars-CoV-2 (Covid-19).

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