O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) entrou na Justiça na última terça-feira (4) contra a União e o presidente da República. A informação é da jornalista Camila Mattoso, do jornal Folha de S. Paulo.

O parlamentar pede que Jair Bolsonaro (sem partido) arque com o valor correspondente aos gastos públicos com produção e aquisição de cloroquina para tratamento do novo coronavírus.

Na ação, Contarato solicita que o valor seja descontado da folha de pagamento do presidente. A ação também pede que o governo suspenda a produção e a aquisição do medicamento, que não tem eficácia cientificamente comprovada no combate ao novo coronavírus.

O senador diz no processo que houve dano financeiro ao patrimônio da União e que o ato deve ser declarado nulo.

O Ministério Público que atua junto ao Tribunal de Contas da União pediu a investigação do gasto de R$ 1,5 milhão do Ministério da Defesa para ampliar a produção do medicamento, revelada pelo site “Repórter Brasil”.

“A saúde pública está sendo exposta a um risco gravíssimo. Recorremos à Justiça porque não há estudo científico que comprove a eficácia dos medicamentos”, disse Contarato ao jornal Folha de S. Paulo.

Estudo “padrão ouro” indica ineficácia da cloroquina

Formada por hospitais e instituições de pesquisas brasileiras, a “Coalizão Covid-19 Brasil” publicou, no último dia 22, os primeiros resultados de um estudo que testou a hidroxicloroquina e a dupla hidroxicloroquina-azitromicina no combate ao novo coronavírus.

O estudo revelou que ambos os cenários não trazem melhoras no tratamento da Covid-19. A publicação veio no New England Journal of Medicine, considerado o periódico médico com maior fator de impacto do planeta.

O estudo brasileiro é considerado “padrão ouro” em pesquisas médicas por seu rigor. Em trabalhos assim, participam dos testes pacientes divididos aleatoriamente em grupos — aquele que recebe o tratamento em teste e o chamado grupo controle, que recebe outro tratamento para comparação ou placebo (um medicamento sem efeito algum).

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