Árduo defensor do presidente Jair Bolsonaro e interessado exclusivamente em tocar seu projeto pessoal e o poder de barganha, sobretudo, nos cargos do governo federal, o senador Roberto Rocha poderá perder o comando do PSDB no Maranhão.

É que enquanto o partido tucano a nível nacional é ferrenho crítico do Palácio do Planalto, Rocha se autointitula “a voz do presidente Bolsonaro no Maranhão”.

Pior que isso é o fato de Rocha trabalhar unicamente para diminuir o partido no estado, sobretudo em São Luís, onde o senador quer defenestrar a pré-candidatura de Wellington do Curso, nome da legenda que oscila entre a segunda e a terceira colocação em todas as pesquisas de intenção de votos.

Em outros estados, casos como o de Roberto Rocha tem sido cortado pela raiz, conforme deliberações da Executiva Nacional tucana.

Nesta sexta-feira (21), por exemplo, o Jornal O Estadão destaca que o PSDB iniciou processo de expulsão do deputado federal ‘governista’ Celso Sabino (PA). Por 25 votos a 4 (e 3 abstenções), a Executiva Nacional da sigla decidiu nesta quinta-feira (20) enviar ao Conselho de Ética o pedido de expulsão do parlamentar paraense, escolhido pelo Centrão para a liderança da maioria na Câmara.

O relator será o ex-presidente do partido José Aníbal. A representação foi feita pelo atual presidente do PSDB, Bruno Araújo, e pede a expulsão por violação ao estatuto e à ética partidária devido ao convite para o cargo “sem qualquer discussão prévia com lideranças”.

Segundo a representação, o comportamento do deputado fere o parágrafo 1º do artigo 49 do Estatuto, segundo o qual, “os integrantes das bancadas nas Casas Legislativas deverão subordinar sua ação parlamentar aos princípios doutrinários e programáticos e às diretrizes estabelecidos pelos órgãos de direção partidários”.

O processo foi deflagrado no momento em que a sigla decidiu também “reavaliar” a presença do senador tucano Izalci Lucas (DF) no cargo de vice-líder do governo no Senado.

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