De janeiro a novembro deste ano, o Maranhão já registrou 54 feminicídios em todo, de acordo com a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA). No mesmo período do ano passado, o estado contabilizou 50 casos.

A alta incidência de registros desse tipo de crime, que são mortes de mulheres por questões de gênero, já havia feito parte de um levantamento realizado pelo G1. Em seis meses, o Maranhão registrou 28 casos, já durante o mesmo período de 2019, as autoridades policiais registraram 25 mortes.

Por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e as medidas de distanciamento social, houve um aumento de feminicídios durante o mês de maio, onde também foi decretado o ‘lockdown’ nos quatro municípios que integram a Grande Ilha de São Luís.

Um estudo realizado pela Defensoria Pública do Maranhão (DPE/MA) apontou que, de janeiro a agosto deste ano, 2,4 mil atendimentos de casos de violência contra a mulher foram registrados no estado. Os números representam uma média de 300 registros por mês.

A defensora pública Lindevania Martins afirma, que a maior parte dos casos de agressão, acontecem no seio familiar e são praticadas por companheiros ou ex-companheiros, com quem a mulher tem filhos. Além disso, mulheres que são dependentes financeiramente e psicologicamente dos companheiros também são as que mais sofrem.

Casos de feminicídio

Em um único dia, duas mulheres foram vítimas de feminicídio nas cidades de Carolina e em Santa Luzia, localizadas no interior do estado. Em ambos os casos, os companheiros das vítimas são suspeitos de terem praticado os crimes.

Irene Guimarães da Silva, de 44 anos, foi encontrada morta com sinais de estrangulamento na residência onde vivia com o companheiro. O crime teria acontecido após uma discussão entre o casal. Segundo a polícia, ele foi preso.

Ireny Pereira do Nascimento, de 22 anos, foi encontrada morta nas proximidades de um igarapé no povoado de Santa Luzia. A principal suspeita é que o companheiro da vítima seja o autor do crime.

Segundo familiares, os dois teriam ido a uma festa e após uma crise de ciúmes, ele teria saído do local em uma motocicleta. Ela não foi mais vista, até ter sido encontrada morta.

Um dos casos de maior repercussão este ano no estado foi a morte de Bruna Lícia, morta pelo marido, o policial militar Carlos Eduardo. O acusado matou a tiros a esposa e um segundo companheiro dela no Condomínio Pacífico I, no bairro Vicente Fialho, em São Luís.

Em junho, a empresária Graça Maria Pereira de Oliveira, de 57 anos, e a filha Talita de Oliveira Frizeiro, de 27 anos, foram mortas e colocadas dentro de um carro no bairro Quintas do Calhau, em São Luís. O mandante do crime foi o ex-marido de Graça Maria. Outras duas pessoas foram presas por participação no feminicídio.

Carlos Eduardo e Bruna Lícia

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