Beto das Vilas e Professor Sales, acusado de pedofilia

Foi finalizado o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara Municipal de São José de Ribamar contra o vereador Professor Sales. O relatório solicita o indiciamento do vereador por pedofilia.

Sales é o maior apoiador do candidato a prefeito Beto das Vilas, e chegou a representá-lo durante debate sobre educação realizado na última sexta-feira (06), na Câmara Municipal. Durante o evento, Sales disse que tinha autonomia outorgada por Beto para o representar.

Diversas denúncias levaram à instalação da CPI. No decorrer no julgamento, uma robustez de provas embasou o relatório, com vídeos, prints de conversas em aplicativo de mensagens, depoimento de testemunhas.

Outros casos também foram apurados. O primeiro caso envolvendo o vereador, ocorreu há cerca de 8 anos. Sales teria se oferecido para ensinar o rapaz que é especial e tem dificuldades mentais e cometido os abusos. O pai não teria feito Boletim de Ocorrência com medo do escândalo e de ser desacreditado.

No segundo caso, ocorrido há cerca de 5 anos, também ocorreu após o oferecimento de aulas gratuitas. Depois, o jovem não quis mais frequentar às aulas e só depois de dois anos contou a mãe, traumatizado. O pai ainda teria agredido o professor Sales, revoltado ao descobrir os possíveis abusos.

Em um terceiro caso, já existia um processo em andamento à espera de parecer do Ministério Público.

Em sua defesa na CPI, o vereador Sales alegou razões políticas para as acusações e disse que um dos acusadores teria recebido vantagens para gravar um vídeo contra ele.

Mas o relatório foi pelo indiciamento do vereador, diante das aprovas apresentadas: “Diante do exposto, solicitamos que sejam indiciados os investigados mencionados acima, a saber, Jeanderson Jorge, Sr. Ariosvaldo e o parlamentar Professor Cássio Sales, devido aos atos ilícitos de suas autorias constatados por esta comissão”, é o parecer da comissão.

Justiça negou tentativa de barrar CPI

Sales tentou ainda no mês de setembro barrar na justiça o prosseguimento da CPI da Pedofilia via mandado de segurança, alegando não ser identificados os fatos determinados que a comissão visava investigar.

Mesmo com a CPI instalada há meses, ele queria uma liminar em um plantão judicial alegando estarem sendo violados seus direitos de informação, de defesa e sua honra.

O juiz indeferiu o pedido, lembrando que a jurisprudência é sólida ao afirmar que as comissões mesmo tendo objeto determinado, possuem liberdade em uma zona de autonomia dentro das linhas investigativas traçadas.

Mesmo a instalação da CPI ter como objeto a investigação de crimes de pedofilia durante a pandemia, nada impedia de investigar crimes de igual natureza supostamente ocorridos em outros períodos.

A decisão judicial reforça a legalidade da CPI e de seu relatório.

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