Nesta segunda-feira (15), o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS, na sigla em inglês) dos Estados Unidos confirmou que pressionou o Brasil contra a compra da vacina russa Sputnik V. Para tanto, a HHS utilizou dos meios diplomáticos na região das Américas para diminuir as negociações do imunizante entre as nações sul-americanas.

De acordo com o relatório publicado pela HHS as agências do governo dos EUA, com o objetivo de fortalecer as relações diplomáticas, ofereceram assistência médica e humanitária para demover outros países na região a aceitar a ajuda desses “Estados mal-intencionados”.

No Brasil, o Ministério da Saúde declarou na última sexta-feira (12) que assinou um contrato para a compra de dez milhões de doses da vacina russa Sputnik V. Mas, o imunizante ainda não possui a aprovação para uso emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

No entanto, o Consórcio Nordeste, formado por governadores da região brasileira, também anunciou um acordo para adquirir o imunizante russo, garantindo a compra de 39,6milhões de doses da vacina russa, que apresenta eficácia comprovada de 91,6%. Até o momento, o Brasil aplica doses de somente duas vacinas, a CoronaVac, uma parceria do Instituto Butantã com a chinesa Sinovac, e a Covishield, parceria da Fiocruz com a AstraZeneca/Oxford.

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