CPI da Covid ouve nesta sexta-feira (25) o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Fernandes Miranda, ex-chefe de Importação do Departamento de Logística em Saúde, que relatou, em depoimento ao Ministério Público Federal, pressão atípica dentro da pasta pela importação de doses da vacina indiana Covaxin.

Luis Ricardo Fernandes Miranda será ouvido ao lado do irmão, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF). Tradicionalmente, as reuniões da CPI ocorrem no período da manhã. Entretanto, por uma questão de agenda de Luis Ricardo, a sessão desta sexta-feira iniciará às 14h.

O contrato do Ministério da Saúde com a empresa Precisa Medicamentos, intermediária da empresa indiana que desenvolve a vacina, é alvo de investigação pelo Ministério Público Federal e pela CPI.

Esclarecimentos

Membro titular da CPI da Covid, Humberto Costa (PT-PE) listou os esclarecimentos que pedirá de Luis Ricardo no depoimento desta sexta-feira:

  • Por que foi escolhida uma empresa intermediária envolvida com uma pessoa, Maximiano, que já deu calote no Ministério da Saúde?
  • Por que várias outras empresas fabricantes de vacinas tiveram de esperar mais tempo do que essa, que precisou cerca de 90 dias para a assinatura do contrato?
  • Por que o governo não fez questão da aprovação da Anvisa para contratar vacina Covaxin?
  • Por que houve pressão dentro do Ministério da Saúde por essa vacina e não houve por outras?
  • Por que o presidente não teria pedido à PF investigação sobre o caso?

O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que há um conjunto probatório que indica práticas de irregularidades na negociação pela Covaxin e que o negócio só não foi efetivado porque as suspeitas foram denunciadas por Luis Ricardo.

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