E-mail foi exibido pelo consultor do Ministério da Saúde William Santana em depoimento à CPI. Ele aponta erros nos documentos e diz que nunca tinha recebido e-mail ‘nesses termos’.

A empresa Precisa Medicamentos, intermediária no contrato federal de importação da vacina indiana Covaxin, recorreu a uma “anuência” da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde para pedir ajuda da divisão de importação da pasta na liberação de embarque das doses.

O e-mail, assinado pelo gerente de qualidade e assuntos regulatórios da Precisa, Leandro Santos, foi enviado à área técnica em 16 de março – e apresentado à CPI da Covid nesta sexta-feira (9) pelo consultor do Ministério da Saúde William Santana, que atua justamente no setor de importação.

O documento não diz quem, na Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, havia dado tal “anuência”. À época, o secretário-executivo da pasta era o coronel Élcio Franco, número 2 da gestão Eduardo Pazuello. Santana diz que nunca teve contato direto com Élcio Franco.

De acordo com Santana, mesmo depois de várias versão do documento (invoice), persistiam erros ligados à quantidade de doses e à descrição dos lotes. O consultor diz que chegou a avisar a fiscal de execução do contrato, Regina Célia Oliveira, sobre esses problemas – ela já foi ouvida pela CPI.

As idas e vindas da documentação fizeram com que, até agora, nenhuma dose da Covaxin tenha chegado ao Brasil. Como o contrato prevê pagamento apenas depois da entrega, nenhum real foi pago pelo governo. Em junho, em meio às denúncias de irregularidades, o governo suspendeu o contrato.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui