O grupo majoritário da CPI da Covid decidiu aprofundar as investigações sobre um segundo capítulo do “caso Covaxin”: o pedido de compra de outras 50 milhões de doses.

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), disse que vai mirar no pedido do Ministério da Saúde para ampliar as aquisições dessa vacina – que, após uma série de irregularidades, foram inclusive suspensas, pedir explicações sobre um ofício enviado no dia 6 de março pelo coronel Élcio Franco, então secretário-executivo do Ministério da Saúde, para a Precisa Medicamentos.

Na semana passada, Renan Calheiros chegou a externar perplexidade com o ofício em que Élcio Franco iniciava uma nova negociação.

“A CPI vai aprofundar a investigação sobre essa carta do Élcio para a Precisa. É uma carta em que o Ministério da Saúde pede inclusive um desconto para essa remessa adicional. Compraram 20 milhões de doses, e iriam comprar outras 50 milhões de doses neste mesmo esquema. Tudo muito grave”, disse o relator.

Até aqui, a CPI tem investigado as irregularidades na compra de 20 milhões de doses da Covaxin, em um contrato fechado em 25 de fevereiro. O episódio tem causado forte desgaste ao governo.

Bolsonaro tem evitado falar sobre o teor da conversa em março, no Palácio da Alvorada, quando ouviu dos irmãos Miranda denúncias de irregularidades na compra da Covaxin. A aparente falta de providências após essas denúncias tornou o presidente da República investigado por crime de prevaricação.

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