Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, na lista das 50 cidades que concentram mais da metade das mortes por intervenção policial no Brasil, São Luís aparece no 45º lugar.

Para os especialistas, as mortes, muitas vezes, estão associadas ao racismo estrutural presente nas forças policiais e, inclusive, motivado nos últimos anos por setores da sociedade. A violência presente até mesmo em São Luís, considerada uma das cidades com mais casos assim no país.

Existe um fenômeno recente que pesquisadores em segurança pública chamam de ‘Policialismo’ uma das características desse fenômeno é a adesão das forças policiais brasileiras a uma pauta extremamente autoritária, violenta que exalta práticas por parte da polícia de justiçamento. Já para o Movimento Negro do Brasil essas ações são reflexos da “Necropolitica” que é o poder de ditar quem pode viver e quem deve morrer.  E em suas tecnologias de controlar populações, o “deixar morrer” se torna aceitável. Mas não aceitável a todos os corpos. O corpo ”matável” é aquele que está em risco de morte a todo instante devido ao parâmetro definidor primordial da raça.

Na lista das 50 cidades que concentram mais da metade das mortes por intervenção policial no Brasil, São Luís aparece no 45º lugar. Na capital, 18 pessoas foram assassinadas por policiais que estavam dentro ou fora do horário de serviço, no ano de 2020. Em São Luís, a taxa desse tipo de mortalidade é de 1,6 por 100 mil habitantes. No ranking dos estado, o Maranhão ocupa a 17ª posição.

Para o advogado Luís Pedrosa o país segue um padrão, onde o policial demonstra um crescimento de atitudes mais violentas, principalmente a parcela da sociedade menos favorecida. “Nós estamos diante de um padrão de intervenção policial que tende a crescer em termos de resultados violentos. É um segmento importante da sociedade que incentiva as intervenções de extermínio adotadas pelas polícias, sobretudo, quando elas se referem aos setores menos favorecidos da população”

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