Apesar da pausa, equipes técnicas e senadores vão continuar trabalhando para organizar os próximos passos da comissão

No final da sessão desta quinta-feira (15) da CPI da Pandemia, o vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), informou que as sessões serão suspensas a partir de hoje para o recesso parlamentar — que vai de 18 a 31 de julho –, e que serão retomadas apenas no dia 3 de agosto.

No dia 30 de junho, na chegada ao Senado para o depoimento do empresário Carlos Wizard, o presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz (PSD-AM), defendeu que o Congresso não entrasse em recesso para a continuidade dos trabalhos da comissão.

“Num momento em que todo dia está morrendo muita gente, não temos esse direito de ter recesso. A nossa obrigação é trabalhar sem parar”, disse Aziz. “Depois que o Brasil voltar à normalidade, aí toda pessoa tem direito a férias, mas, nesse momento acho que os senadores não têm direito a isso”. O pedido, porém, não foi atendido.

Mesmo com o recesso, equipes técnicas e senadores vão continuar trabalhando para organizar os próximos passos da comissão.

Quando os trabalhos forem retomados, a comissão terá mais três meses para concluir as investigações da gestão da pandemia de Covid-19 pelo governo federal.

Segundo o vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o primeiro depoimento após o recesso deve ser do empresário Francisco Maximiano, diretor-presidente da Precisa Medicamentos. 

Maximiano é uma peça importante para os senadores avançarem nas investigações dos indícios de irregularidades em contratos de compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde.

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