Pesquisadora do Inpe diz que a floresta emite 0,29 bilhão de toneladas de carbono por ano para a atmosfera além do que consegue absorver. Pesquisa foi publicada na revista científica Nature.

Estudo publicado nesta semana na revista científica Nature, liderado por Luciana Vanni Gatti uma pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), aponta que regiões da floresta afetadas pela degradação ambiental estão levando o conjunto da Amazônia a emitir mais carbono do que consegue absorver.

‘”A primeira má notícia é essa: por conta das queimadas e do desmatamento, a Amazônia, hoje, é uma fonte de carbono”, a segunda “má notícia” é a descoberta de um efeito secundário do desmatamento: a emissão indireta de carbono causada pelo impacto da diminuição das chuvas na fotossíntese. Explica a autora do estudo.

“O problema é que desmatando nós estamos tornando a estação seca (de agosto a outubro) cada vez mais estressante, mais seca, mais quente e mais longa. A gente só está piorando o cenário. E ainda, ao invés de parar o desmatamento, não, a gente ainda está aumentando. A gente tinha que parar o desmatamento e começar a recuperar áreas que estão extremamente desmatadas, muito acima da nossa legislação”, explica Gatti.

A ação do homem tem favorecido essas catástrofes com  o alastramento de incêndios, queimadas e o desmatamento ilegal. Todo esse movimento  têm se tornado ameaça aos animais silvestres, que na tentativa de escapar, acabam morrendo. A exemplo disso mais uma Onça-pintada monitorada por projeto ambiental foi achada morta com mais de 50 perfurações de chumbinho. O animal conhecido como “Máscara” foi localizado em córrego na SP-250, no limite entre Guapiara e Capão Bonito (SP). Segundo pesquisadores, ele era um dos seis acompanhados por equipe que está refazendo estimativa populacional das onças do Contínuo de Paranapiacaba.

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