Na mitologia iorubá, Oxóssi é o orixá que mata a miséria e a fome com a sua flecha. Oxóssi, segundo o candomblé, é um caçador. Por isso, o “ofá”, símbolo que o representa, é o arco e a flecha.

O gol de Paulinho, o quarto da seleção brasileira olímpica contra a Alemanha nesta quinta-feira (22), sacramentou a vitória por 4 a 2 na estreia do Brasil nos Jogos de Tóquio. Na comemoração, o atacante simulou atirar uma flecha em homenagem ao orixá Oxóssi, do candomblé. Depois, em uma rede social, Paulinho escreveu: “Okê Arô! Saravá meu Pai”.

Um dia antes, em um texto publicado no site “The Players Tribune”, Paulinho falou de sua ligação com o culto brasileiro de matriz africana — que ele considera ser uma “filosofia de vida”.

“Minha família tem ligação forte com o candomblé e a umbanda. Minha avó, minha mãe, minha tia… É algo que passa de geração para geração. Tenho muito orgulho da minha religião.”

O que é o orixá?

Os orixás são energias. A gente pode entender que são fragmentos encantados da natureza e cada um de nós tem uma conexão maior com essas energias. Dentro da crença, Paulinho é filho dos orixás Oxóssi e Iemanjá. Oxóssi é o orixá das florestas, da mata, da caçada. O filho é aquele que traz a energia, o axé, das características de um determinado orixá.

“É muito bonito o gesto do Paulinho, numa sociedade de tanto preconceito. Muitos jogadores normalmente reverenciam Jesus, como o Neymar, e ninguém criticou. E não é pra criticar. O jogador pode acreditar no que ele quiser. Mas é muito bonito quando um jogador assume uma religião que é tão discriminada. Antes de tudo, é um grito de dignidade e respeito”, afirma.

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