Essas narrativas cansam, viu!?


Essas novelas de época não deveriam nem vir. Histórias regadas a negros docializados e brancos salvadores da pátria. É gatilho por cima de gatilho. Aquele roteiro europeu fundamentado nas pesquisas de satélites pretos para reforçar a fábula dos salvadores brancos.

Atores que protagonizam par romântico na novela “Nos Tempos do Imperador”

Não sei as quantas andam a saúde mental do elenco negro dessa novela, no entanto, compreendo a necessidade de se manter no campo de batalha. Mas, fácil não está. A romantização do período escravagista e as justificativas prontas para as atitudes do pobre menino deixado pelos pais.

Ah, os homens, esses eternos “Pedros” da sociedade. Zero surpresa, entretenimento global não tem responsabilidade com a história, desacreditem dessa “verdade”. Essas novelas de época são um pouco da série Them, lançanda recentemente, e altamente criticada pela exposição de pessoas negras ao sofrimento.

Se dói em quem assiste, imagine pra quem não é branco, e está ali atuando? Cansa.

Haja saúde mental para tanto desserviço. A narrativa é a mesma, só mudam os personagens. E pensar que teve protagonista falando que esperou anos para fazer um papel desses.

Compreender que D. Pedro veio para civilizar o Brasil é ir de encontro a romantização do período colonial. E quem conhece história, fora de grandes títulos europeus e satélites pretos, sabe que os professores da área vão ter que se virar nos trinta a cada capítulo dessa novela.

A cena da criança cumprimentando seu “súditos”? QUE NOJO! QUE DESSERVIÇO! Fazem ideia do tanto que se leva para descontruir as imagens de dominação? De perto eu já consigo imaginar a “criatividade” dos autores retratando os próximos episódios, o feminismo da mulher branca e toda a sua luta, assim como a força da guerreira negra, a docialização dos escravos velhos, e a exaltação do imperialismo. Cuidem da cabeça. Nos Tempos do Imperador não vale a sua saúde mental.

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