Quilombolas estão acampados em protesto ao desmatamento e demolição de casas por grileiros no município de Matões.

Casas de quilombolas foram destruídas em Matões 

Os conflitos em áreas quilombolas têm aumentado nos últimos dias no município de Matões, a 464 km de São Luís. Há cinco dias quilombolas que estão acampados em protesto ao desmatamento e demolição de casas por grileiros na região.

De acordo com o líder do Movimento Quilombola do Maranhão, Givanildo Reges, afirma que os protestos dos quilombolas só acabará depois que as exigências das comunidades Tanque de Rodagem e São João forem atendidas. “Reintegração de posse da comunidade ao território. O levante ele só vai ser suspendido a partir do momento que essas exigências forem atendidas. Enquanto não forem atendidas ela vai continuar”.

Os quilombolas não querem ser identificados, pois temem as ameaças que vem sofrendo desde novembro de 2020. A cena de áreas desmatadas e casas jogadas embaixo é um retrato da violência que eles dizem ter sofrido nos últimos dias.

As duas comunidades, Tanque da Rodagem e São João, somam uma média de 60 famílias. Pelo menos metade está desabrigada desde o início da invasão dos grileiros há mais de dois meses. Os moradores aguardam finalizar o processo de titulação das terras, que já tem cerca de oito anos, mas o problema é que a comunidade diz que nenhuma visita do Incra foi feita até, o momento, apesar da área já ser reconhecida como comunidade quilombola.

Segundo a comunidade, a área foi invadida por fazendeiros do ramo da soja que vieram do Paraná. Uma equipe da Secretaria de Igualdade Racial esteve no local. Além disso, a Pastoral da Terra, Ministério Público e Defensoria Pública também acompanham o caso.

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