Americanos expressam mal-estar e afirmam que visita a Putin passará mensagem de apoio a investidas bélicas russas.

O presidente Jair Bolsonaro ao lado do presidente da Rússia, Vladimir Putin

A decisão do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, de visitar o da Rússia, Vladimir Putinem meados de fevereiro, abriu um novo flanco de tensões na relação com o governo dos Estados Unidos. Profissionais da diplomacia americana chamaram a decisão do mandatário brasileiro de “insana” e “sem sentido”.

Embora Brasil e Rússia componham o bloco de emergentes Brics (junto com China, Índia e África do Sul) e mantenham relações comerciais e diplomáticas há tempos, a viagem de Bolsonaro ao país do Leste Europeu caiu mal para os americanos especialmente pelo momento em que ocorrerá.

Analistas internacionais afirmam que a viagem à Rússia tem importância política doméstica para Bolsonaro, que quer mostrar aos eleitores brasileiros que não está isolado no mundo, como afirmam seus críticos. “Com a saída de Trump da Casa Branca, Bolsonaro perdeu seu principal aliado e tenta com a visita a Putin um realinhamento ideológico internacional.

A portas fechadas, diplomatas americanos disseram aos brasileiros que a viagem de Bolsonaro à Rússia passaria ao mundo uma mensagem de que o Brasil endossa as atitudes de Putin em relação à Ucrânia e de que o governo brasileiro é indiferente a ameaças de invasão de territórios alheios por potências.

Bolsonaro pode até achar agora que ele não tem muitos amigos no governo americano ou na Europa Ocidental. Mas se seguir em frente com esse tipo de atitude, aí sim ele vai ver o que é ser barrado no baile, diz um ex-alto diplomata dos EUA.

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