Caio Rodrigo Pellim vai substituir Luis Flávio Zampronha em diretoria que investiga políticos em inquéritos que tramitam no STJ e STF. Diretoria é considerada uma das de maior prestígio dentro da PF

O setor que será chefiado por Pellim é responsável por conduzir as diligências nas investigações que apuram fake news e o financiamento de atos antidemocráticos. A delegacia também é responsável por investigar parlamentares suspeitos de desvio de dinheiro público.

Nessas investigações, são alvos deputados aliados de Jair Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (filhos do presidente), além do próprio Bolsonaro.

Também é o setor de maior repercussão na hierarquia da PF. A Coordenação de Inquérito nos Tribunais Superiores (Cinq) está vinculado à diretoria de Investigação e Combate à Corrupção. O Cinq investiga políticos em inquéritos que tramitam no STF e no STJ.

Pellim atuava como superintende regional do Ceará desde julho do ano passado. Ele também já coordenou as delegacias da PF em Rondônia e no Rio Grande do Norte.

Novo diretor-geral da PF

Márcio Nunes é o quinto diretor-geral da PF nomeado no governo . Ele substituiu Paulo Maiurino, que permaneceu menos de um ano no posto. A mudança no comando da corporação foi formalizada na semana passada.

O novo diretor-geral da PF atuava até então como secretário-executivo do Ministério da Justiça, segundo principal posto na hierarquia da pasta.

Policial federal, Márcio Nunes de Oliveira foi professor na Academia Nacional de Polícia e superintendente regional da PF no Distrito Federal de 2018 a 2021.

Entre outros cargos, Márcio Nunes de Oliveira também foi chefe do Serviço de Análise de Dados de Inteligência Policial da Divisão de Repressão a Crimes contra o Patrimônio e ao Tráfico de Armas e chefe da Divisão de Operações de Repressão a Entorpecentes da PF.

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