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Epidemiologista maranhense afirma que não é hora de volta às aulas no Maranhão

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O médico epidemiologista Antônio Augusto Moura da Silva, professor doutor titular do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) e professor de Epidemiologia do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Ufma, afirmou nesta semana, em vídeo divulgado no seu perfil no Instagram, que ainda não é hora do retorno às aulas no Maranhão, em meio à pandemia da Covid-19.

Segundo ele, estudos apontam que pelo menos três critérios devem ser atendidos para que as escolas voltem a receber os alunos presencialmente: que a transmissão do novo coronavírus esteja baixa, que haja capacidade de identificar e bloquear surtos nas escolas e que as escolas estejam adaptadas para o chamado “novo normal”

“Primeiro critério, aqui no Maranhão, ainda não está cumprido. Nós não temos, ainda, transmissão da doença comunitária baixa, quando a taxa de transmissão estiver abaixo de 1. Neste momento, a transmissão está abaixo de 1, mas ela precisa estar abaixo de 1 por um período prolongado de pelo menos um mês”, disse.

Quando a transmissão está abaixo de 1, um infectado sozinho não transmite o vírus para outra pessoa.

Segundo o médico, apesar da baixa ocupação de leitos no atual momento, ainda não se pode falar em redução sustentada do número de novos casos. “Os casos estão estabilizados”, disse.

Moura apontou, ainda, que as escolas precisam adaptar suas estruturas e sugeriu o inverso do que se está propondo como forma de retorno: na opinião dele, as aulas deveriam ser retomadas primeiros aos alunos mais jovens, de 0 a 9 anos, pois estes têm “potencial menor de transmissão”.

No Maranhão, a proposta é que sejam reiniciadas as aulas do Ensino Médio primeiro. Depois, gradativamente, vai-se ampliando aos mais novos.

Coronavírus no Maranhão

O Maranhão registrou mais 1.572 novos casos de Covid-19, nas últimas 24 horas, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES). Foram também, no mesmo período, mais 18 mortes confirmadas pelo novo coronavírus no estado.

Segundo o boletim epidemiológico desta quarta-feira (5), o estado tem 125.459 casos confirmados, 3.103 mortes e 114.743 pessoas curadas.

Dos novos casos, 91 estão localizados na Grande Ilha de São Luís (São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar), 48 em Imperatriz e 1.433 em outros municípios maranhenses.

Ao todo, 7.613 pacientes seguem em tratamento contra o novo coronavírus. Deste número, 7.131 estão em isolamento domiciliar, 286 em enfermarias e 196 em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Até o momento, 4.089 casos seguem sob suspeita no estado. A secretaria informou que até esta quarta-feira (05) 275.840 testes foram realizados para a Covid-19 no Maranhão, sendo que 147.701 foram descartados.

Clique aqui para conferir o último boletim divulgado pela SES

Ficar em casa

Ficar em casa é importante porque, segundo as autoridades de saúde, é a única maneira mais eficaz no momento para frear o aumento repentino no número de casos, o que poderia causar um colapso no sistema de saúde pela falta de leitos e de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Um colapso causaria a diminuição drástica da capacidade do sistema de saúde em cuidar dos pacientes, o que aumenta a chance de óbitos por Covid-19 e também por outras doenças.

Cuidados

Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.

Instituições de ensino são multadas por não reduzirem valor das mensalidades durante a pandemia em São Luís

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O Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon/MA) multou, em mais de R$ 2 milhões, seis instituições de ensino superior da rede privada de São Luís, por descumprir a lei que determina que sejam concedidos descontos nas mensalidades durante a pandemia de Covid-19.

Sancionada em maio, pelo governador Flávio Dino (PCdoB), a lei que foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) reduz de 10% a 30% o valor das mensalidades de escolas privadas, universidades, cursinhos preparatórios e cursos de pós-graduação.

De acordo com o Procon, foram recebidas inúmeras denúncias de que a redução não estava sendo aplicada. A partir disso, os estabelecimentos foram notificados, para que pudessem de forma imediata, conceder a redução nas mensalidades. As multas aplicadas variam de R$ 267.326,73 a R$ 403.689,32.

O órgão afirma que houve omissão de informações sobre a vigência da lei estadual aos pais e responsáveis. Por conta disso, além do pagamento da multa, as instituições de ensino foram obrigadas a avisar das alterações feitas no valor das mensalidades.

Alunos denunciam CEUMA

Segundo o Blog do Gilberto Léda, alunos do curso de Medicina da Universidade Ceuma denunciaram que a instituição está cobrando mensalidade integral mesmo durante a pandemia, contrariando o disposto na Lei Estadual nº 11.259.

Sancionada em maio, pelo governador Flávio Dino (PCdoB), a Lei determina corte de até 30% no valor das mensalidades também de instituições de ensino superior que tenham mais de 400 alunos. O Ceuma possui milhares.

De acordo com os estudantes, até o mês passado a Universidade aplicou o desconto de 30% nas mensalidades. Mas, agora em agosto, está cobrando valor cheio – e concedendo apenas 5% para quem pagar até o vencimento.

Justiça Eleitoral impõe derrota a Maura Jorge por campanha antecipada no Maranhão

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A Justiça Eleitoral impôs uma dura derrota a pré-candidata a prefeita de Lago da Pedra no Maranhão, Maura Jorge.

O juiz Marcelo Santana Farias determinou que a ex-prefeita não faça mais “adesivaços”, “cafés da manhã”, passeatas, carreatas, comícios, com aglomerações ou eventos assemelhados com as mesmas características dos anteriores, sob pena de multa de R$ 100.000,00.

O juiz ainda determinou que fica autorizada a apreensão de carros de som, minitrios e/ou aparelhagens de som, caso empregadas em propaganda eleitoral fora do período permitido. Expeça-se ofício às autoridades de Polícia Civil e Militar.

Maura Jorge tem promovido uma série de aglomerações durante a pré-campanha na cidade de Lago da Pedra no Maranhão.

Clique aqui para conferir a íntegra da Decisão

Índio Ka’apor é morto a tiros próximo da terra indígena Alto Turiaçu no Maranhão

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O indígena Kwaxipuru Kaapor, de 32 anos, foi encontrado morto e com marcas de tiro à beira de uma estrada perto do limite entre a Terra Indígena Alto Turiaçu e a cidade de Centro do Guilherme, no noroeste do Maranhão.

O assassinato ocorreu na última segunda-feira (3), mas apenas nesta quinta (06) os índios conseguiram denunciar o crime, por causa das dificuldades de acesso e comunicação.

Lideranças da etnia Ka’apor acreditam que o assassinato foi uma vingança de traficantes de drogas porque anteriormente uma plantação de maconha havia sido destruída durante uma ronda realizada pelos indígenas.

A Terra Indígena Alto Turiaçu, onde vivem as etnias Ka’apor e Awá-guajá, possui histórico de invasões de traficantes, madeireiros, caçadores e grileiros. O cacique Irakadju Ka’apór gravou um vídeo em que relata a falta de apoio das autoridades contra a invasão do território indígena.

“Antes de ontem, aconteceu um assassinato de um parente Ka’apor no município de Centro do Guilherme. Sempre a gente faz denúncia, manda para as autoridades, que têm muita dificuldade de atender nossa demanda. Então nós estamos no período de pandemia, ainda isolados, e onde os madeireiros, garimpeiros e traficantes estão aproveitando … destruição do nosso território. Então eu gostaria de comunicar os órgãos competentes. O mais rápido possível fazer uma operação dentro do nosso território. Estamos enviando para as organizações uma carta para apoiar a nossa causa”, declarou o cacique.

Vacina contra covid-19 começa a ser testada na Universidade de Brasília (UnB)

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A Universidade de Brasília (UnB) inicia nesta quarta-feira (5) os testes da vacina contra covid-19. Em parceria com o Hospital Universitário (HUB), a universidade irá vacinar os cinco primeiros participantes, todos profissionais de saúde que não tiveram a doença e atuam no atendimento a pacientes infectados pelo novo coronavírus.

O HUB é um dos 12 centros no Brasil que participam da fase 3 do ensaio clínico nacional, coordenado pelo Instituto Butantan, em São Paulo. O ensaio foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e irá testar a eficácia do produto desenvolvido pela farmacêutica Sinovac Biotech.

A vacina, chamada de CoronaVac, é inativada e aplicada em duas doses, com intervalo de 14 dias entre elas.

O grupo que desenvolverá a pesquisa no Hospital Universitário conta com uma equipe multiprofissional de 25 pessoas especificamente dedicadas ao projeto, com a responsabilidade de incluir e acompanhar em torno de 850 voluntários.

O HUB preparou a infraestrutura para acolher os participantes e o projeto será desenvolvido seguindo as normas nacionais e internacionais de boas práticas em pesquisa clínica.

O cronograma de testes ainda não tem data para terminar. As equipes vão adequar rotinas e protocolos de atendimento nos primeiros dias para vacinar entre 20 e 40 voluntários, até alcançar a meta de, aproximadamente, 850 pessoas.

O coordenador dos estudos no Distrito Federal, Gustavo Romero, detalhou cinco pontos sobre os testes. Segundo ele informou, na época, os pesquisadores estão se esforçando para que os ensaios sejam concluídos com sucesso e em quantidade menor de tempo possível para atender a população.

Operação da PF desarticula quadrilha acusada de desviar recursos da Covid-19 no Maranhão

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5), a operação “Falsa Esperança” que desarticulou uma associação criminosa que fraudava licitações e desviava recursos públicos federais no Maranhão. A verba seria usada no enfrentamento do novo coronavírus (Covid-19) nos municípios de Bacabeira, Santa Rita e Miranda do Norte.

As ordens judiciais foram cumpridas em 6 cidades do Maranhão: São Luís, São José do Ribamar, Paço do Lumiar, Bacabeira, Santa Rita e Miranda do Norte.

Investigação

De acordo com a PF, foram verificados indícios de superfaturamento de equipamentos de proteção individuais (EPI’s) e de simulação na compra de respiradores pulmonares. As prefeituras de Bacabeira, Santa Rita e Miranda do Norte pagaram pelos respiradores, mas os equipamentos nunca foram entregues.

Todas as aquisições foram realizadas por uma única empresa, sediada na cidade de Paço do Lumiar, que nunca havia atuado no ramo médico hospitalar. A investigação revelou ainda, que a empresa não tinha nenhum empregado e atuava com a comercialização de acessórios para ar-condicionados e de energia solar.

Segundo a Polícia Federal, a empresa tinha um total de 69 atividades secundárias, que variavam desde a confecção de vestuário, segurança privada e até produção musical.

A informação foi dada pela superintendente da PF no Maranhão, Cassandra Parazzi, que afirmou que produtos foram comprados com dinheiro público federal destinado para o enfrentamento da doença.

“No curso das investigações a gente demonstrou que a empresa vendeu uma série de produtos que não tinha no lastro de compra dela. Ou seja, há um indício de que essa venda não chegou a ser concretizada, que o produto não tenha sido entregue, causando um prejuízo muito grave. Além do desvio de recursos públicos e para o tratamento da Covid-19, que é muito mais grave”, disse Cassandra.

A operação

Cerca de 50 policiais federais cumpriram quatro mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão. Além disso, os bens e contas dos suspeitos foram bloqueados.

Os investigados responderão pelos crimes de peculato, falsidade ideológica, fraude em processo licitatório, superfaturamento na venda de bens e associação criminosa.

A Operação foi denominada de “Falsa Esperança”, em referência a expectativa criada na população dos municípios de Bacabeira, Santa Rita e Miranda do Norte de que as gestões municipais teriam adquirido de forma lícita equipamentos contra a covid-19, e que, ao fim, nunca chegaram a ser efetivamente entregues.

Maranhão volta a registrar mortes por covid-19 após 5 dias sem óbitos

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O último boletim epidemiológico da Secretária de Saúde do Maranhão (SES), divulgou que o Maranhão registrou 16 mortes nesta terça-feira (4). Desse total, 2 aconteceram nas últimas 24h, nas cidades de Miranda do Norte e Bom Jardim, as demais ocorreram em outros dias e/ou semanas.

Essa diferença é causada pelo atraso no resultado dos exames de pacientes que morreram com suspeita da doença. A SES só divulgada as informações depois da confirmação dos testes.

O estado estava desde a última sexta-feira (31) sem contabilizar óbitos. Apesar disso, mortes que aconteceram dias ou semanas atrás foram notificadas nessas datas.

De acordo com informações da SES, os 16 novos óbitos notificados, aconteceram nas seguintes cidades: Anajatuba (1), Imperatriz (1), Jatobá (1), Lago dos Rodrigues (1), Miranda do Norte (1), Paço do Lumiar (1), São Luís (1), Arame (2), Bom Jardim (3) e Timon (4).

De acordo com o boletim, o estado tem 95.323 casos confirmados de coronavírus e 2.357 óbitos.

Nas últimas 24h, foram registrados 2.384 casos de Covid-19. O interior do estado contabilizou 2.216 novos casos, Imperatriz registrou 59 e a Ilha de São Luís teve 109.

Também segundo o boletim, dos mais de 123 casos confirmados, 8.743 estão ativos. Desses, 8.215 estão em isolamento social, 321 internados em enfermaria e 207 em leitos de UTI.

O estado já contabiliza 112.059 pessoas recuperados do coronavírus. Ao todo, já foram realizados 272.997 testes.

Já os dados divulgados nas redes sociais pelo Governo do Estado trazem um número total de casos e mortes maior:

Clique aqui para conferir o último boletim completo divulgado pela SES

Líbano amanhece com devastação causada por explosões em porto que deixou centenas de mortos e feridos

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Os habitantes de Beirute acordaram nesta quarta-feira (5) em luto e ainda abalados pelo cenário de devastação causado pelas explosões no porto da capital libanesa, que provocaram mais de 100 mortes e feriram milhares de pessoas. As autoridades continuam no local, descrito como “um cenário de guerra”, e admitem que o número de vítimas pode ser maior.

No início desta manhã, horas depois da explosão cuja potência se equiparou a um terramoto de magnitude 3.3, a fumaça ainda saía do porto da cidade. As principais ruas da parte baixa da capital acumulam destroços e veículos danificados, assim como fachadas de edifícios destruídas pelo impacto.

“É como um cenário de guerra. Estou sem palavras”, lamentou o presidente da Câmara de Beirute, Jamal Itani, à agência Reuters, depois de ter inspecionado hoje os estragos causados pelo desastre, estimando que correspondam a milhões de dólares. “Esta é uma catástrofe para Beirute e para o Líbano”.

De acordo com a Cruz Vermelha libanesa, mais de 100 pessoas morreram em consequência das explosões e mais de 4 mil ficaram feridas. O presidente da instituição alertou que esses números podem subir. “Ainda estamos verificando a área. Podem existir mais vítimas. Espero que não”, afirmou à imprensa George Kettani.

O grande número de feridos levou a uma superlotação dos hospitais de Beirute, informou a Cruz Vermelha, que atua em coordenação com o Ministério libanês da Saúde. O presidente do Líbano anunciou que o governo vai disponibilizar o equivalente a US$ 66 milhões em fundos de emergência.

Várias pessoas continuam desaparecidas. Ao longo da última noite, os locutores de rádio do país leram os nomes das pessoas que desapareceram e, na rede social Instagram, foi criada a página “Localizar vítimas de Beirute” para partilhar as fotografias dessas possíveis vítimas do desastre.

Explosão

Foi pouco depois das 18h dessa terça-feira (4) que uma enorme explosão – a segunda de duas – abalou a capital libanesa, acompanhada por outras menores. As causas ainda não foram confirmadas, mas o presidente Michel Aoun informou que durante os últimos seis anos estiveram armazenadas, sem condições de segurança, em um armazém do porto, 2.750 toneladas de nitrato de amônia, produto químico utilizado em fertilizantes e bombas.

“É inadmissível que um carregamento de nitrato de amônia, estimado em 2.750 toneladas, estivesse há seis anos num armazém, sem medidas de precaução. É inaceitável e não podemos calar-nos sobre essa questão”, disse o primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, acrescentando que “os responsáveis vão pagar o preço”.

Em breve discurso transmitido hoje pela televisão, o chefe de governo libanês afirmou que o país vive “verdadeira catástrofe” e pediu a ajuda de todos os países e amigos do Líbano.

Prisão dos responsáveis

O governo libanês determinou nesta quarta (5) que as autoridades do porto de Beirute, responsáveis pelas operações de armazenamento e segurança, sejam colocados em prisão domiciliar. Não foi informado quantas pessoas serão alvo dessa medida.

A suspeita é de que a negligência dessas autoridades tenha contribuído para a megaexplosão ocorrida em Beirute na terça (4), que matou ao menos 135 e feriu mais de 5.000 pessoas.

O número de vítimas deve aumentar, pois são feitas buscas em meio aos escombros e há suspeitas de que corpos foram lançados ao mar.

Crise econômica

A explosão em Beirute, sentida a 240 quilômetros de distância, ocorreu em um período sensível para o Líbano, que vive crescente crise econômica e divisões internas, enquanto lida com os danos provocados pela pandemia de covid-19.

Os últimos tempos têm sido marcados por manifestações nas ruas do país contra o modo como o governo lida com aquela que é considerada a pior crise económica desde a guerra civil de 1975-1990.

Muitos culpam os políticos libaneses por se focarem nas próprias fortunas, enquanto falham na realização das necessárias reformas para a resolução dos problemas do país.

O Líbano, que tem uma dívida pública de US$ 90 bilhões, importa a maioria da sua comida, e o porto de Beirute, fundamental no armazenamento dessas importações, está agora destruído.

Bolsonaro veta indenização a profissionais de saúde incapacitados pela covid-19

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O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente o projeto que previa indenização de R$ 50 mil aos profissionais de saúde incapacitados após contraírem o novo coronavírus. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (4).

A proposta foi aprovada pelo Congresso Nacional em julho e também incluía o pagamento do mesmo valor a dependentes de profissionais da linha de frente no combate à pandemia que morreram em decorrência da covid-19.

No despacho, Bolsonaro disse que o teor do projeto é inconstitucional e contrário ao interesse público. Um dos motivos apontados pelo presidente foi a falta de apresentação de estimativa do impacto orçamentário e financeiro do projeto.

A negativa diz ainda que, caso sancionado, seria dado “benefício indenizatório para agentes públicos, criando despesa continuada em período de calamidade no qual tais medidas estão vedadas”.

O projeto inicial previa indenização a todos os profissionais reconhecidos pelo Conselho Nacional de Saúde, agentes de endemias, técnicos e auxiliares de serviços operacionais, como limpeza, condução de ambulâncias e segurança. Durante as discussões no Congresso, outras categorias foram incluídas, como fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais e coveiros.

Este não é o primeiro veto envolvendo questões de covid-19 de Bolsonaro. No começo de julho, o presidente causou polêmica ao sancionar, com vetos, a lei que definia medidas para combater o avanço da doença entre indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

Bolsonaro vetou obrigações do Poder Público com esses povos durante a pandemia, como garantir o acesso universal a água potável, distribuir gratuitamente materiais de higiene, de limpeza e de desinfecção das aldeias, e ofertar leitos hospitalares e de unidade de terapia intensiva (UTI) e ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea.

Também no começo de julho, Bolsonaro ampliou a lista de vetos feitos à lei aprovada no Congresso sobre o uso de máscaras. Depois de desobrigar a utilização da proteção em locais como igrejas, comércio e escolas, o presidente dispensou a exigência nos presídios e unidades de cumprimento de medidas socioeducativas.

Autor da Lei da Ficha Limpa tem contas rejeitadas pelo TRE-TO

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O Tribunal Regional Eleitoral de Tocantins (TRE-TO) reprovou as contas da campanha de Marlon Reis (Rede) e José Geraldo de Melo Oliveira (PTB), candidatos a governador e vice, respectivamente, nas eleições de 2018. Eles ficaram em terceiro lugar.

Reis, para quem não sabe, é considerado o autor da Lei da Ficha Limpa, que torna inelegível, por um período de 8 anos, candidato que tiver o mandato cassado, renunciar para evitar a cassação ou for condenado por órgão colegiado. Ele foi relator da proposta.

Apesar de a rejeição das contas haver sido determinada por um colegiado de juízes eleitorais, Marlon Reis garante que não é ficha suja.

“É só uma decisão administrativa, que não envolve o reconhecimento de nenhuma ilegalidade. Decidi nem mesmo recorrer”, disse ele em entrevista.